Economia

Remédios têm reajuste de até 2,84% e consumidor reclama


Estefânio Lucas, motorista: “Qualquer aumento pesa no orçamento”. Foto: Rui Carlos
Crédito: Reprodução/Internet
O governo autorizou reajuste de até 2,84% nos preços dos remédios, a partir do último sábado (31). A resolução, divulgada na semana passada no Diário Oficial da União, prevê três níveis de reajuste, dependendo do tipo de medicamento: 2,09%, 2,47% e 2,84%. [caption id="attachment_19766" align="alignright" width="300"]A aposentada Jandira Ulian diz que gasta mais de R$ 400 por mês com remédios. Foto: Rui Carlos A aposentada Jandira Ulian diz que gasta mais de R$ 400 por mês com remédios. Foto: Rui Carlos[/caption] Segundo o presidente da Associação dos Proprietários de Farmácias (Aprofarma) de Jundiaí e Região, Julio César Pedroni, os novos preços já chegaram nas prateleiras das farmácias da cidade. Mas, segundo ele, o índice liberado pelo governo foi abaixo do esperado pelo setor. “No geral, os consumidores ainda não perceberam o aumento, porque o percentual é baixo, dependendo do preço, o reajuste é de centavos”, analisa Pedroni, destacando que o reajuste deve impactar mais aquelas pessoas que tomam remédios contínuos. É o caso da aposentada Jandira Ulian, de 67 anos. Ela e o marido, Bento, gastam mais de R$ 400 por mês com medicamentos para pressão alta, colesterol, tireoide e varizes. Mesmo com o baixo índice aplicado este ano, ela reclama do reajuste. “Qualquer aumento faz diferença, principalmente para quem é aposentado. Minha aposentadoria subiu R$ 29”, diz ela. Como os medicamentos são de uso contínuo e a aposentada não pode deixar de comprar, ela conta que costuma pesquisar preços, para aproveitar as promoções que algumas farmácias oferecem. “Quando está muito caro, compro picado. E quando está barato, compro mais caixas”, ensina ela, que mora do Jardim Tulipas e ontem comprou alguns remédio em uma farmácia na Vila Hortolândia. [caption id="attachment_19767" align="alignleft" width="300"]Estefânio Lucas, motorista: “Qualquer aumento pesa no orçamento”. Foto: Rui Carlos Estefânio Lucas, motorista: “Qualquer aumento pesa no orçamento”. Foto: Rui Carlos[/caption] Também aposentada, Maria de Fátima Sperandio, 63, diz que o reajuste dos remédios “é péssimo”. “Eu gasto mais de R$ 150 com remédios para minha mãe, todo mês. Sem contar que pego alguns remédio na unidade de saúde”, conta ela. “Sem contar que minha aposentadoria não subiu nem 2%. E a gente não tem como ficar sem os medicamentos”, lamenta. O motorista Estefânio Lucas, de 66 anos, conta que também precisa comprar medicamentos todos os meses para a mulher, Marlene, que tem artrose. “São dois medicamentos diferentes, todo mês. Qualquer aumento, por menor que seja, pesa no orçamento de nós, trabalhadores”, reclama. A presidente da Associação dos Aposentados de Jundiaí e Região, Fé Juncal, também destaca que o aumento dos remédios este ano foi baixo em comparação a anos anteriores. De qualquer forma, ela acredita que isso pode impactar tanto para os aposentados quanto para o trabalhador desempregado. “Principalmente para aqueles que têm doenças crônicas”, reforça.

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