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Safra da uva pode ter quebra de até 30%; preço da fruta deve subir

VINICIUS SCARTON | 18/10/2018 | 14:00

O frio intenso registrado no início de agosto deve acarretar em uma perda de 20% a 30% na produção de uva em Jundiaí nesta safra, que começa a ser colhida em dezembro. De acordo com o gestor de Agronegócio, Abastecimento e Turismo de Jundiaí, Eduardo Alvarez, além do frio, há cerca de 30 dias uma chuva de granizo atingiu alguns pontos da cidade, atrapalhando ainda mais o início da safra da fruta neste ano. “Embora a quantidade tenha sido atingida, a qualidade do produto, ao menos por enquanto, não deve ser afetada. Agora ficamos na expectativa que o clima esteja favorável até a colheita”, descreve.

A uva mais tradicional da cidade é a Niagara Rosada, que surgiu em Jundiaí, sendo considerada a principal fruta das festividades de fim de ano. “A comercialização do produto também acontece durante a realização da Festa da Uva, que em 2019 terá seu início no dia 19 de janeiro”, diz o gestor.

PREOCUPAÇÃO
Produtor de uva em Jundiaí, Ricardo Luis Sibinel está preocupado com a safra deste ano. “O clima não contribuiu para o desenvolvimento de uma boa safra e estou bastante preocupado com a situação. Afinal, para atingir algum lucro, somente a alta do preço do produto poderá reverter em um resultado positivo, tendo em vista a falta de uva no mercado”, explica.

Segundo Ricardo, a colheita deve atingir cerca de 5 mil toneladas da fruta. “Já no ano passado, colhemos aproximadamente 7 mil toneladas”, compara. Na propriedade de Ricardo são produzidas cinco variedades: Niagara Rosada, Niagara Branca, Isabel, Moscatel e uma precoce. “A produção é comercializada aqui na propriedade e neste ano acredito que o preço chegue ao consumidor de R$ 30 a R$ 35 a caixa de 5 quilos. Em 2017, o produto foi vendido de R$ 25 a R$ 30”, estima.

Foto: Rui Carlos

Foto: Rui Carlos


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