Economia

Setor de serviços recua 0,2% em agosto


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Crédito: Reprodução/Internet
O setor de serviços recuou 0,2% em agosto e chegou ao seu quinto resultado negativo do ano, informou nesta sexta-feira (11) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em divulgação de sua pesquisa mensal. A queda no setor de transportes foi uma das principais causas da queda na comparação entre julho e agosto de 2019, mas também na análise frente ao mesmo período do ano passado, já que esse item representa 30% dos serviços. "Transportes estão em queda em todas as comparações, incluindo os índices acumulados no ano e em 12 meses. Sua grande aderência com a atividade industrial explica esse comportamento", disse Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa. O IBGE viu a variação de agosto como moderada, mas ressaltou as quedas do setor em 2019."As cinco taxas negativas foram mais intensas do que as positivas, fazendo o setor de serviços ficar 1,5% abaixo do nível de dezembro de 2018", acrescentou Lobo. O segmento de transportes registrou queda de 0,9% em agosto deste ano. Na comparação com agosto de 2018, teve recuo de 7,9%. No mesmo período, o setor recuou em 20 das 27 unidades da federação. Outro fator que definiu as quedas na comparação entre um ano e outro foram os números negativos em serviços profissionais, administrativos e complementares. Em agosto de 2019, o setor registrou -2,6%. No acumulado de 2019, os serviços avançaram 0,5%, mas com perda de dinamismo frente aos primeiros sete meses de 2019 (0,8%), informou o IBGE nesta sexta-feira. Mais duas atividades pesquisadas pelo IBGE em agosto de 2019 registraram números negativos: serviços prestados às famílias (-1,7%) e outros serviços (-2,7%). O IBGE ainda informou que o índice de atividades turísticas caiu 4,2% frente ao mês anterior, após alta de 0,2% em julho. Na comparação com agosto de 2018, a atividade recuou 2,9%. Os principais fatores que definiram os rumos da atividade turística em agosto foram a queda de receita das empresas de transporte aéreo e os registros positivos nos segmentos de locação de automóveis e de hotéis. Mercado A Bolsa brasileira fechou em alta de quase 2% nesta sexta-feira (11), em linha com o cenário positivo no exterior, sustentado pelo acordo parcial fechado entre Estados Unidos e China, que travam guerra comercial há mais de um ano. Ainda nesta sexta, o presidente americano, Donald Trump, anunciou na Casa Branca o acerto com o país asiático após o segundo dia de negociações de alto nível, que contaram também com o vice-premiê chinês, Liu He, adiando a imposição de tarifas sobre produtos chineses, o que ocorreria na segunda (15). Segundo a agência de notícias Bloomberg, o acordo ainda prevê o aumento das importações chinesas de produtos agrícolas e também das compras em geral. O Ibovespa, principal índice acionário do país, subiu 1,98%, a 103.831 pontos. O giro financeiro foi de R$ 15,620 bilhões. Já o dólar comercial encerrou em queda ante o real. A moeda recuou 0,70, a R$ 4,0960.

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