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Suspensão do tabelamento do frete agrada especialistas em Jundiaí

felipe torezim | 16/06/2018 | 05:30

A decisão do ministro Luiz Fux, do STF, de suspender o tabelamento de frete agradou profissionais da área em Jundiaí. Seguindo o pensamento do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), o diretor de infraestrutura e logística da entidade, Gilson Pichioli, se diz contra a ideia. “Tabelar o frete gera um impacto no preço final do produto. A indústria teria que produzir, vender e entregar e sobraria para o consumidor arcar com isso. Isso gera um risco enorme de inflação”, diz Pichioli.

Segundo o diretor do Ciesp, o atual momento econômico do Brasil exige que todos trabalhem livremente. “O mercado precisa aplicar a lei da oferta e procura e, havendo a livre negociação, cada um pode estabelecer o preço e contratar o que é melhor para si”, completa o diretor.

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O tabelamento do frete foi uma das respostas do governo para pôr fim ao protesto dos caminhoneiros, no último mês, por meio de uma medida provisória (MP) que previa preços mínimos para o transporte rodoviário de cargas, com base no custo do óleo diesel, pedágio e outras variáveis. Na quinta-feira (14), Fux atendeu pedido feito pela Advocacia-Geral da União (AGU) e concedeu prazo de 48 horas para que a presidência da República e órgãos do governo federal se manifestem sobre as ações.

Para o CEO de uma empresa que desenvolve projetos de transporte, Eduardo Mendes, a suspensão foi bem-vinda. “É fato que a tabela precisava de reajuste para os autônomos, mas foi feito de maneira errada, pois o Brasil é um país de dimensões continentais e há transporte também no contra-fluxo”, avalia, exemplificando os casos de produção de São Paulo ao Ceará e vice-versa.

“A quantidade de produtos que vai para lá não é a mesma que volta, por isso é necessário negociar para atender à demanda”, conta. Mendes ainda sugere que o tabelamento deveria acontecer com um valor referência por quilometragem. “É uma forma de cobrir as despesas e não atrapalhar a livre negociação”.

Foto: Alexandre Martins/Jornal de Jundiaí

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