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Taxa de investimento sobe de 15,4% para 16,9% no terceiro trimestre

FOLHAPRESS | 30/11/2018 | 14:18

A taxa de investimento da economia reagiu. Crucial no movimento de retomada, a participação do investimento em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) subiu de 15,4% de abril a junho para 16,9% de julho a setembro. No entanto, sem o efeito pontual de uma nova forma de contabilizar plataformas de petróleo na economia, a taxa de investimento seria de 16,1% e não 16,9%. Conforme divulgou o IBGE, o investimento no terceiro trimestre teve impacto da adoção no país do regime tributário chamado Repetro, criado para o setor de óleo e gás.

Pelas regras atuais, plataformas de empresas estrangeiras no Brasil são contabilizadas como investimento e importação nas estatísticas oficiais. No entanto, Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, disse que, mesmo sem o Repetro, a melhora do investimento é importante. “Mesmo sem o Repetro, tivemos crescimento nos investimentos, principalmente pelo aumento de produção e importação de bens de capital”, disse ela, referindo-se às máquinas utilizadas pelas indústrias.
Os investimentos registraram forte alta de 6,6% no terceiro trimestre sobre o segundo trimestre.

Em relação ao terceiro trimestre de 2017, a alta foi de 7,8%. Segundo o IBGE, sem o efeito das plataformas de petróleo, a alta dos investimentos teria sido de 2,7% em relação a igual trimestre de 2017. Já as importações teriam crescido 6,9%, na mesma base de comparação, sem o Repetro, e não os 13,5% registrados no período. Antes da mudança com o Repetro, plataformas construídas no país vendidas a empresas estrangeiras que atuam no Brasil eram computadas não como investimento, mas como exportação, apesar de os equipamentos serem utilizados no mercado nacional.

Com a mudança, as empresas continuam com a prática: plataformas construídas no Brasil são vendidas a empresas estrangeiras que, por sua vez, alugam os equipamentos para utilização no mercado de óleo e gás nacional. Dessa forma, portanto, o PIB passou a considerar a construção da plataforma como investimento e seu respectivo aluguel como importação de serviços. Com a alta das importações, o setor externo contribuiu negativamente para o PIB.

Mesmo com “efeito Repetro”, Palis destacou que os investimentos continuam a registrar o melhor desempenho do PIB pela ótica da demanda no desempenho do trimestre contra igual trimestre do ano anterior. Para além do Repetro, os investimentos também tiveram impacto positivo do aumento das vendas dos chamados bens de capital, que são máquinas voltadas para a indústria, com destaque para caminhões. Segundo Palis, essa melhora teve o reflexo da paralisação dos caminhoneiros, com muitas empresas investindo em frota para mitigar os efeitos do aumento do frete no período.

Retração econômica


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