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Uva BRS Vitória está em fase de teste em Jundiaí

Felipe Torezim - ftorezim@jj.com.br | 09/02/2018 | 11:48

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Sem semente, bom equilíbrio entre açúcar e acidez, alto grau de tolerância às doenças fúngicas, principalmente o míldio – que estraga a fruta no calor e na umidade – e resistente à exportações. Essas são as características da uva BRS Vitória, criada há seis anos pela Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – e vive fase de testes em Jundiaí, sob cuidados do produtor Anderson Alex Tomasetto, de 34 anos. “Comecei a plantar há quatro anos e, por não ter semente, tem uma boa aceitação no mercado. Os testes ainda vão durar mais dois anos e depois devo aumentar a produção”, explica o produtor, que atualmente conta com 100 pés da uva e comercializa a fruta pelo valor médio de R$ 9 o quilo.

Uva BRS Vitória foi produzida pela Embrapa, é mais resistente e pode aguentar exportações de 60 dias, diz Tomasetto (Foto: Rui Carlos/Jornal de Jundiaí)

Uva BRS Vitória foi produzida pela Embrapa, é mais resistente e pode aguentar exportações de 60 dias, diz Tomasetto (Foto: Rui Carlos/Jornal de Jundiaí)

Apesar de ainda não estar consolidada no mercado, Anderson conta que a uva já fez sucesso nas Festas da Uva e, dentro de 10 dias, começará a ser vendida também para outros estados, como Minas Gerais e Rio de Janeiro. “Jundiaí está em um polo muito bom para o cultivo e é importante fazer os testes para aumentar as opções, pois as safras são diferentes uma das outras e tendo mais opções a produção aumenta”.

O produtor avalia que a BRS Vitória é mais adocicada por conta da alta taxa de sólidos solúveis, além de ser ideal para consumir “in natura”.

A preferida
Atualmente com 7.500 pés da uva niagara, Tomasetto acredita ser difícil tirar esse tipo da fruta do gosto do povo jundiaiense. “É muito tradicional o consumo aqui em Jundiaí e, mesmo que a uva BRS Vitória caia no gosto, o forte continuará sendo a niagara”, explica. Ele ainda conta que a maior parte dos investimentos em tecnologia ainda está ligada a esse tipo da uva. O preço também é mais acessível e custa, em média, R$ 4 o quilo.

“A safra da niagara vai até o começo de março, portanto, a procura ficará maior e a oferta menor. Isso deve fazer o preço aumentar em R$ 1”, alerta o produtor, que afirmou que a próxima colheita deve ter início em maio.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]


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