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Vendido o ano todo, panetone deixa de ser símbolo natalino

VINICIUS SCARTON | 22/08/2018 | 05:05

O panetone deixou de ser um símbolo exclusivo do Natal nos principais mercados de Jundiaí, justamente pela regularidade no consumo do produto fora dos meses de novembro e dezembro. Em uma rede de supermercados da cidade, o gestor de padaria central, Denis Moron, explica que a produção artesanal do panetone acontece de janeiro a dezembro. “Essa tendência é motivada pela própria solicitação dos clientes. Através da enorme demanda foi possível compreender que o produto tem um giro comercial muito grande e todo mundo gosta, deixando de comer um pão ou bolo, substituindo pelo panetone”, comenta.

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Segundo Moron, a rede de supermercados produz cerca de mil panetones por semana (com frutas e gotas de chocolate). “O panetone de chocolate vende 20% a mais do que o tradicional”, destaca. Em outro supermercado de Jundiaí, o gerente operacional, Ueliton Almeida de São Pedro, também destaca que a produção dos panetones artesanais acontece durante os 12 meses do ano. “A procura pelo panetone tradicional e de chocolate é bem distribuída ao longo do ano. Mas esperamos que o final do ano intensifique a comercialização dos especiais, como o de brigadeiro e e os trufados.”

Além dos panetones artesanais, os supermercados de Jundiaí também já estão introduzindo os produtos industrializados, com foco no Natal, mesmo há quatro meses da data. O aposentado Oscar Machado, de 88 anos, conta que adora panetone, assim como todos os seus familiares. “Nós não ficamos sem. Já é tradicional em minha família”, confirma. A empresária Sandra Manga, de 53 anos, tem opinião semelhante. “O panetone é uma boa pedida em qualquer época do ano. É uma delícia, principalmente no período do café da tarde. Já no final do ano não dá para ficar sem”, encerra.

Foto: Rui Carlos

Foto: Rui Carlos


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