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A experiência empreendedora na direção do Instituto Federal

| 01/06/2014 | 00:20

Um psicólogo de 35 anos é o mais novo morador de Jundiaí. Na bagagem, Reginaldo Vitor Pereira trouxe sua especialidade em Educação Empreendedora. O diferencial, porém, vem de Salto, onde se tornou técnico em assuntos institucionais do Instituto Federal (IF) de Educação, Ciência e Tecnologia. 

Em seguida, nova mudança e mais um desafio: dirigir o campus do IF em Boituva. Aqui, ele chega junto com a notícia da implantação do Instituto Federal, do qual será diretor geral. O primeiro curso, de Gestão em Negócios, tem início previsto para a primeira quinzena de agosto e, de forma provisória, deve atender no Complexo Argos. Mas Vitor se entusiasma ao falar da futura área, maior e definitiva, que permitirá ainda a ampliação do Instituto Federal.

Jornal Jundiaí – Como foi o processo de criação do Instituto Federal (IF) em Jundiaí?

Reginaldo Pereira – Eu já tinha um conhecimento da história do campus de Jundiaí, cujo atual diretor da EJA (Educação de Jovens e Adultos) de Jundiaí, na época, trabalhava no Proeja Fic (Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica, na Modalidade de Jovens e Adultos) de Várzea Paulista. O conhecimento obtido em Várzea permitiu estreitar os laços para a implantação do Instituto Federal em Jundiaí. Hoje, nós já temos um espaço provisório para o início das aulas – o que foi conseguido em um curto espaço de tempo e de forma inédita.

JJ – Como está o cronograma para o início das aulas?

RP – Após a audiência pública, realizada em fevereiro deste ano e que definiu o primeiro curso a ser implantado em Jundiaí – o de Gestão em Negócios -, o início a turma noturna com 40 vagas está previsto ainda para a primeira quinzena de agosto (com data a confirmar, por conta da Copa do Mundo). O vestibular acontece dia 15 de junho. Por ser um Instituto Federal, o corpo docente deve passar pelo concurso público. Como este é um ano eleitoral, não teríamos tempo hábil para sua realização. Assim, haverá um processo seletivo público cuja inscrição está confirmada para acontecer entre os dias 9 a 13 de junho. Em seguida, uma banca será realizada dia 17 de junho e o resultado divulgado dia 19 do mesmo mês. O contrato destes professores tem duração de até dois anos e no primeiro semestre do ano que vem faremos, daí então, o concurso público.        

JJ – O que é um Instituto Federal?

RP – Dentro de um único espaço físico, o Instituto Federal oferta todo o itinerário formativo, ou seja, desde cursos da educação básica até ensino médio integrado ao técnico, além dos cursos superiores de tecnologia, bacharelado, pós-graduação latu e stricto sensu. Além disso, o IF já tem definido o eixo tecnológico que permitirá a formação da área de conhecimento, ou seja, todo professor que o IF receber, por meio de concurso público, tem que ter a formação em Gestão em Negócios, para atender o caso de Jundiaí.   

JJ – Diante desta sua vasta experiência em outras cidades, o que representa o IF em Jundiaí?

RP – Com relação ao desenvolvimento da cidade, a importância do IF é imensurável. Se você imaginar que Jundiaí já é um polo de tecnologia e que possui acessibilidade, sendo cortada pelas principais rodovias do Estado de São Paulo, podemos dizer que é uma cidade estratégica para o IF. É um casamento perfeito. 

JJ – Com a instalação do IF, qual a perspectiva que Jundiaí pode ter?

RP – Começaremos com o curso de Gestão em Negócios, pois é o que poderemos fazer na área que dispomos, de 1,2 mil metros. Uma provável expansão dependerá da ampliação desta área. Vale ressaltar que um IF só tem progresso se pudermos contar com a parceria da Prefeitura de Jundiaí. Portanto, assim que estivermos instalados na área definitiva, poderemos pensar em ampliação e na instalação de outros cursos.

Então, tão logo seja definida e doada a área por parte da prefeitura, com o orçamento que dispomos, poderemos ter um projeto executivo para licitar a obra, que segundo o contrato deve levar um ano e meio para ser concluída. O importante é que à medida que este espaço provisório chegar ao limite, o outro prédio já estará concluído. Vale lembrar que um campus não depende apenas da obra concluída, mas de toda uma estrutura, incluindo equipamentos para atender os 20 docentes e 15 técnicos iniciais. Ao se tornar autônomo, este campus passa a contar com 70 docentes e 45 técnicos.  

JJ – Dentro desta perspectiva, quais cursos o senhor arriscaria dizer que poderiam ser implantados no IF de Jundiaí?

RP – Pensando nesta perspectiva de estrutura, espaço físico e no eixo de Gestão em Negócios, podemos dizer que seria um curso superior de Gestão em Recursos Humanos. Claro que, a partir do momento que tivermos uma estrutura maior e definitiva, poderemos pleitear mais cursos, inclusive em outros eixos. Vale considerar que esta aposta do curso de Gestão em Recursos Humanos atenderia uma demanda bem genérica, incluindo indústria, comércio e serviços. Afinal, quando se fala em Gestão em Recursos Humanos estamos falando de uma visão estratégica, tanto do ponto de vista das áreas, como do estudo feito para a implantação do campus, que leva em consideração a oferta e a procura.


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