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Contra o analfabetismo e a baixa escolarização

| 22/06/2014 | 00:00

O fato histórico e didático que marca a passagem da pré-história para a história é a invenção da escrita. Lá pelos anos 4.000 a.C., os povos sumérios que habitavam a região dos rios Tigres e Eufrates, na Mesopotâmia – território hoje do Iraque, no Oriente Médio – criaram os primeiros caracteres cuneiformes; os egípcios também elaboraram sua escrita, quase concomitantemente, com os hieróglifos. 

Muito do que sabemos desses povos vem dos registros em placas de argila da época. A escrita, portanto, sempre foi essencial ao ser humano como forma de comunicação entre pessoas, povos e nações. Hoje, os atos de ler e escrever são fundamentais para que os indivíduos exerçam com plenitude a cidadania.

Em pleno século XXI, no entanto, o Brasil é ainda um dos campeões de analfabetismo no mundo: são mais de 13 milhões de pessoas, segundo o IBGE, com dificuldades para escrever o próprio nome. Foi para atenuar essa chaga social que surgiu, em 1997, o Programa CIEE de Alfabetização e Suplência de Jovens e Adultos. A intenção foi assegurar a milhares de brasileiros o acesso à educação gratuita. 

Até o momento, o CIEE tem o orgulho de ter propiciado a formação do ensino fundamental e médio para 57 mil jovens e adultos. No fim do mês passado, mais de 70 pessoas receberam o certificado, reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) no Teatro CIEE, em São Paulo. 

Entre os formandos estavam 22 estrangeiros oriundos do Haiti, Congo, Angola, Chile, Bolívia e Itália, devido a um núcleo especial criado para ensinar a língua portuguesa e um pouco da cultura brasileira para refugiados e trabalhadores que vieram tentar a vida no país. Até o momento, 14 cidades são atendidas pelo programa (capital, interior de São Paulo e Brasília), em um total de 89 salas de aula. A ação social conta ainda com a parceria de 16 empresas. 

Entre abril de 2013 e abril deste ano, o número de alunos atendidos cresceu 30%. Dessa forma, o CIEE acredita estar contribuindo com sua vocação de entidade filantrópica de assistência social para amenizar uma herança perversa que se arrasta há muitos anos no Brasil. A falta de escolaridade do brasileiro é um dos pontos agravantes, segundo organismos internacionais, para a falta de competitividade do Brasil no mercado internacional, o que prejudica o crescimento econômico.

Hoje, apenas 43% dos trabalhadores brasileiros concluíram o ensino médio, bem menor do que os índices encontrados em países desenvolvidos. Mais informações para empresas, instituições de ensino e estudantes interessados em estágio: site www.ciee.org.br ou unidade CIEE de Jundiaí, tel.: 4583-4480.


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