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Indústria se recupera, mas desemprego quebra recorde

| 28/05/2014 | 16:42

A taxa de desemprego nos 39  municípios da região metropolitana de São Paulo passou de 11,5%, em março,  para 11,6%, em abril, o que é considerado praticamente estável. Em relação ao mesmo mês dos anos anteriores desde 2004, no entanto, o percentual em relação à População Economicamente Ativa (PEA) foi o maior desde 2010, quando a taxa de desemprego ficou em 13,3%.

É o que mostra a  Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). O total de desempregados foi estimado em 1,277 milhão, quase a metade do número calculado no conjunto das seis regiões metropolitanas onde é feita a pesquisa (R$ 2,324 milhões).

Na região metropolitana de São Paulo , o mês de abril foi caracterizado por um ingresso de concorrentes no mercado de trabalho bem acima da capacidade de absorção. Foram criadas 27 mil vagas, mas surgiram 43 mil pessoas querendo emprego. A indústria, que no conjunto das regiões foi o setor que mais contratou, ficou em segundo lugar na criação de vagas, com impulso bem menor do que o segmento dos serviços.

Na média, as cidades da região metropolitana de São Paulo registraram aumento de 0,3% nas contratações. Nos serviços, foram gerados 113 mil postos de trabalho, com alta de 2%. A indústria de transformação ofereceu 4 mil ocupações, com variação positiva em 0,3%. Apesar dessa recuperação no ano, o segmento ainda apresenta recuo de 6,6%.

Nos demais setores, o emprego encolheu – caso do comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, que extinguiu 73 mil postos, o que representa queda de 4,2%. Na construção, foram fechadas 18 mil vagas, com redução de 2,5%.


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