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Brasil precisa avançar em ciência e tecnologia


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Crédito: Reprodução/Internet

O presidente da Finep - Inovação e Pesquisa, Glauco Arbix, disse que, apesar dos avanços registrados na área da ciência, tecnologia e inovação, o Brasil ainda precisa “dar um salto” para superar a grande distância que o separa dos países mais desenvolvidos e das áreas de fronteira do conhecimento.

Ao participar do Simpósio Internacional Excelência no Ensino Superior, na Academia Brasileira de Ciências (ABC), o sociólogo disse que, se o país continuar no ritmo atual, “fazendo mais do mesmo”, vai demorar muito tempo para ter expressão. Segundo ele, é preciso diversificar mais o sistema brasileiro de inovação.

De acordo com Arbix, ocorreram no sistema de ciência e tecnologia fatos significativos, como a ampliação da infraestrutura de pesquisa, a multiplicação do número de fundações de Amparo à Pesquisa, a aprovação de leis estaduais de inovação e a preocupação dos governos em desenvolver essa política. O presidente da Finep lembrou que 7 mil empresas já desenvolvem práticas de pesquisa e desenvolvimento de forma constante no Brasil, incorporando-as em suas estratégias de crescimento.

A própria Finep deu “passos intensos” ao longo dos últimos anos no apoio a projetos de tecnologia inovadora, elevando os recursos disponíveis de R$ 120 milhões, em 2003, para cerca de R$ 12 bilhões, este ano. “O salto é gigantesco”, afirmou. A maior parte, estimada entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões, é voltada para crédito para empresas, enquanto os recursos para investimento em startups (empresas nascentes) e pequenas e médias empresas oscilam entre R$ 800 milhões e R$ 900 milhões. Os recursos destinados a atividades de centros de pesquisa e universidades somam R$ 2,2 bilhões. Há também as subvenções econômicas não reembolsáveis.

Para o sociólogo, a inovação feita no Brasil ainda é light, ou seja, é uma inovação “incremental”, como chamam alguns técnicos. Ele informou que o período 2001-2015 deverá registrar um crescimento acelerado e relevante do investimento em ciência, tecnologia e inovação no âmbito dos ministérios. A pasta da Educação responde pela metade dos recursos, embora os números englobem salários dos professores. O Ministério da Saúde é o que mais eleva os investimentos em ciência, tecnologia e inovação, principalmente em pesquisa básica.

Mesmo assim, Arbix considera difícil manter foco e prioridade nos investimentos nessa área. Não é um problema do atual governo, ressaltou. “Em qualquer governo, as dificuldades serão as mesmas, porque o cobertor é sempre curto.” O problema-chave é: “ou conseguimos potencializar e otimizar o recursos, ou teremos muita dificuldade em dar um salto em ciência, tecnologia e inovação.”


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