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Campanha deve ser objetiva sobre riscos

| 05/10/2014 | 00:03

A campanha de conscientização das mulheres sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama, chamada “Outubro Rosa”, já está com ações vigorando de órgãos públicos e de empresas privadas em todo o País. A campanha, que ocorre no mundo todo, faz com que a cor símbolo ilumine monumentos, como o Cristo Redentor e o Maracanã, no Rio.

Em Jundiaí, o Polytheama está iluminado de rosa rodas as noites. No entanto, para o médico sanitarista e epidemiologista do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Arn Migowski, o importante é que sejam passadas informações claras e adequadas, sem apelos emocionais. “É fundamental que as campanhas promovidas apresentem o balanço entre benefícios e malefícios das diferentes modalidades de detecção precoce do câncer de mama”.

O médico integra a Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede do Inca. Para Migowski, não é possível medir o impacto de campanhas como o “Outubro Rosa”, mas elas são benéficas para a saúde da população por apresentarem informações que permitem a tomada de decisões. Na visão dele, dados corretos e clareza podem esclarecer mal-entendidos como a crença de algumas mulheres de que a periodicidade anual para a mamografia é mais adequada que a bienal.

“Mulheres precisam entender, por exemplo, que a periodicidade bienal não é uma periodicidade mínima para a mamografia de rotina. Essa periodicidade é estabelecida com base nos melhores estudos disponíveis, pois não há evidências conclusivas de que a periodicidade anual traga mais benefícios do que a bienal”, frisou o médico.

No Brasil, a mamografia é recomendada pelo Ministério da Saúde como exame bienal para as mulheres de 50 a 69 anos. para mulheres de 40 a 49 anos, a mamografia deve ser realizada caso o Exame Clínico de Mama (ECM) apresente alguma alteração no resultado. A periodicidade do ECM, para as duas faixas etárias, é anual. Já as mulheres com risco elevado de câncer de mama devem começar a fazer os exames com 35 anos.

Estimativas do Inca apontam para o diagnóstico de 57,1 mil novos casos de câncer de mama em 2014, com um risco estimado em 56,09 a cada 100 mil mulheres. A Secretaria Municipal de Saúde do Rio promoverá durante todo o mês diversas ações em seus centros de saúde, entre elas atividades educativas, semana da beleza, realização de mamografia e outros exames preventivos.


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