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Dia de renovar a fé em Nossa Senhora Aparecida

| 11/10/2014 | 22:06

Neste dia 12, peregrinos de todo o Brasil seguem a tradição cristã: pagar suas promessas e honrar a devoção à santa mais aclamada do País. Em Jundiaí, as orações estarão concentradas no Santuário Diocesano de Nossa Senhora Aparecida, na Vila Rami, e na Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, no Novo Horizonte.

Muita gente pode não saber, mas o Santuário Diocesano de Nossa Senhora Aparecida tem o mesmo valor que o Santuário Nacional, na cidade de Aparecida, no Vale do Paraíba, onde cerca de 200 mil fiéis vão pagar suas promessas anualmente.

Única igreja da santa entre as 65 da Diocese de Jundiaí, o santuário na Vila Rami chega a receber caravanas de peregrinos de todo o Brasil nas missas de 12 de outubro.

Neste domingo, recebe a 51ª Festa da Padroeira, com missas às 7h, às 9h30, às 15h e às 17h, encerradas com a tradicional procissão, além de barracas com comidas e bebidas.

“As pessoas acham que lá em Aparecida é mais poderoso porque é maior, mas no sentido espiritual tem o mesmo valor”, garante o padre Ivan de Oliveira, 33 anos, que está substituindo o pároco Paulo Toni até este domingo, quando retorna para Roma, na Itália, para concluir o Mestrado em Liturgia.

A grandeza do santuário em Jundiaí se deve, entre outros motivos, à presença da imagem original da santa, com a mesma coroa e manto suntuosos, trazida pelos padres da cidade de Aparecida, há muitos anos. “Ela fica guardada e exposta somente nas missas. No altar temos uma réplica”, conta o padre.

A imagem foi trazida depois que o então bispo diocesano dom Roberto, vendo a dificuldade dos fiéis idosos para irem até Aparecida, decidiu transformar uma pequena capela da comunidade em paróquia, que mais tarde tornou-se um santuário. “Para os jundiaienses, facilita”, observa o padre.

Novo Horizonte

Já a Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, no Novo Horizonte, tem origens mais recentes. A igreja ergueu-se a partir do sonho dos moradores do bairro, há sete anos, de terem por perto uma paróquia especialmente voltada para a santa. Houve uma mobilização para arrecadar fundos e, depois de três anos, a igreja estava pronta, sendo um sonho concretizado.

Neste domingo, haverá duas missas especiais, uma às 9h voltada para as crianças e outra às 19h, de celebração à Nossa Senhora Aparecida.

Segundo conta Cecília Carbonari, 54, secretária da igreja desde o início do projeto e devota de Nossa Senhora Aparecida, a primeira doação foi de uma senhora muito humilde, que contribuiu com R$ 1 para a compra de materiais de construção. “Isso me comoveu muito, porque ela deu tudo o que tinha”, diz, com a Bíblia aberta sobre a mesa.

Pároco do local, o padre Norberto Savietto, 58 anos, revela que, ao contrário do santuário, a maioria dos devotos que frequentam a paróquia é formada por jovens. “Aqui na região há muitas crianças, adolescentes e casais recém-formados, que estão começando a vida”, conta.

Histórias de fé
O aposentado José Carlos Netto Bloch, 75 anos, já fez um agradecimento especial no Santuário Diocesano, onde se casou, em 1967. “Quatorze anos atrás minha esposa foi diagnosticada com câncer de intestino. Eu vim por ela aqui e veio a recuperação”, contou, depois de fazer suas orações de costume pela manhã.

No Jardim Novo Horizonte, as jovens irmãs Milena Aparecida de Souza, 15 anos, e Camila Soares de Souza, 13, frequentam a paróquia desde crianças e também fazem seus pedidos. “Eu peço para a santa abençoar o bairro todo, porque tem gente que precisa, e minha família”, diz Milena, que participa de um grupo de jovens na igreja com a irmã.

A devota Terezinha de Jesus, 84 anos, garante ser ouvida. “Ela sempre me ajuda. Eu cuido da casa sozinha. já é um milagre”, sorriu.
Para Cecília, porém, milagre é mais simples do que parece. “Milagre é o próprio dom da vida”, acredita.


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