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E-Games: Mercado cresce no fim do ano


VIDEO GAMEGAMES VINICIUS ZANIN
Crédito: Reprodução/Internet
O último trimestre do ano é bastante aguardado para quem trabalha com e-games. Vários lançamentos são reservados entre setembro e dezembro, o que faz com que os apaixonados por videogames gastem as suas economias no período. “O final do ano tem sempre grandes lançamentos, isso aumenta a procura tanto pelos jogos quanto pelos consoles. Os mais vendidos são os títulos de futebol, como o PES e o Fifa. Mas em alguns anos específicos são lançados títulos como o GTA ou The Last of Us, que são muito aguardados pelos fãs e acabam vendendo bastante”, contou Vinicius Zanin, gerente da Spasso Games. “A procura é maior já nesta época por conta do Dia das Crianças. E o número alto de vendas continua crescendo até o final do ano”, diz Bruna Tâmega, gerente da Star Games. Os títulos de futebol são os mais vendidos, mas no Brasil existe um preferência nacional. “A cada 20 de futebol que vendemos, 17 são do Fifa e três do PES. Quem joga PES é somente quem começou lá atrás”, diz Tâmega. Outro procura grande agora é por aparelhos da chamada quarta geração, casos do Xbox One e Playstation 4. O motivo é que títulos para terceira geração não estão sendo mais lançados, caso do Fornite, um jogo de sobrevivência, bastante procurado nos novos aparelhos pelos jovens. Muito a explorar Mas o cenário ainda no Brasil é pouco explorado, segundo fãs e jogadores profissionais. “O cenário no Brasil é muito novo ainda. O público em geral agora que está começando a conhecer esse segmento e estamos só no começo”, conta Ebio Filho, o Ebinho, jundiaiense, e atleta profissional do Wolverhampton, da Inglaterra. No Brasil, jogos como Fifa e PES não utilizam os nomes e fisionomias reais dos jogadores dos clubes brasileiros, por conta de dificuldades com a lei do direito de imagem, onde cada contratado tem que ser negociado de forma individual – diferentemente em outros países, que um acordo coletivo é fechado. “As modalidades virtuais estão ganhando cada vez mais espaço na mídia, muitos clubes e ligas têm investido no e-sports. Está crescendo muito, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido”, contou Luís Melo, jogador amador de videogame, que tem um canal no Youtube com mais de 75 mil inscritos. O crescimento a cada ano dos e-games motiva até quem trabalha profissionalmente no dia a dia com algo que era para ser apenas uma diversão. “Antigamente o sonho da maioria dos garotos era se tornar jogador de futebol, hoje muitos garotos já pensam em se tornar um gamer, streamer ou youtuber. Fora a visibilidade, que vem crescendo e faz o nível subir cada vez mais”, diz Ebinho.

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