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Em busca de água escondida

| 18/10/2014 | 22:30

A mais grave estiagem dos últimos 90 anos tem causado sérios problemas para municípios manterem suas captações e não prejudicarem o abastecimento da população. Consciente do tamanho do problema e em busca de soluções, ainda que paliativas, o Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) iniciou trabalho de mapeamento por imagens de satélites de possíveis fontes de água que estão armazenadas em lagoas, represas e cavas de mineração ao longo das áreas mais críticas nas Bacias PCJ.

Nesta semana, o JJ Regional foi ouvir o coordenador de projetos do Consórcio PCJ, Guilherme Amstalden Valarini, para saber de que forma este mapeamento pode ajudar a reverter esta situação.

Jornal de Jundiaí – Na prática, como funcionou este mapeamento

Guilherme Valarini – Primeiramente, realizamos a identificação de possíveis pequenos reservatórios e cavas de mineração por meio de imagens de satélite. Identificamos 62 cavas e 58 reservatórios. Como as imagens datavam de 2012 e 2013, houve a necessidade de sobrevoar essas áreas para confirmar a existência de água nessas fontes alternativas. Nessa segunda etapa do levantamento foram confirmadas que, dessas áreas mapeadas, em 50% há água com possibilidade de uso, sendo necessário ainda a confirmação da qualidade através de análises físico-químicas.

Qual a importância deste trabalho para as áreas consideradas críticas?

Apresenta-se como uma alternativa para o abastecimento nesse momento de crise severa, a mais crítica dos últimos 90 anos. Não será a solução para a região, mas permitirá aos municípios terem um prazo maior para manter o abastecimento até que as esperadas chuvas ocorram.

Das regiões que o Consórcio PCJ administra, quais são as consideradas críticas?

As regiões mais afetadas são a região de Cordeirópolis, Saltinho e Santo Antônio de Posse. Nestas últimas duas semanas, com esta falta de chuva, a situação ficou ainda mais complicadas para tais regiões.

O estudo apontou para a existência de 61 cavas de mineração desativadas e 58 pequenos reservatórios com potencial de uso da água para abastecimento. Porém, pelo o que consta, a disponibilidade hídrica das cavas de mineração pode sofrer alteração. Por quê?

Sim, principalmente porque existe uma falta de chuva e a situação se complica cada vez mais. Vale lembrar que neste mapeamento por satélite as imagens datam de 2012 e 2013. Por isso, durante o sobrevoo pode-se constatar in loco a existência ou não de água nessas áreas.


Link original: https://www.jj.com.br/especiais/em-busca-de-agua-escondida/

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