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Estresse excessivo prejudica o corpo e a mente

Mariana Checoni | 07/07/2019 | 07:00

O estresse é um estado do corpo e da mente natural do ser humano. Ele pode inclusive ajudar a pessoa a enfrentar algumas situações do dia a dia, por conta da grande quantidade de adrenalina liberada na corrente sanguínea. Contudo, quando em excesso, a frequência e intensidade prejudicam o metabolismo e podem causar muitos danos.

Segundo a nutricionista Samanta Infante, isso acontece porque nosso cérebro comanda o funcionamento do corpo. “Quando vivenciamos uma situação de estresse, automaticamente ocorrem diversas reações fisiológicas, ativando sistemas de defesa, liberando hormônios, contraindo músculos, aumentando a frequência cardíaca e taxa de açúcar no sangue, causando um impacto negativo no nosso metabolismo. Isso prejudica a digestão e absorção de nutrientes, além de causar um desequilíbrio no sistema imunológico desencadeando várias possibilidades de doenças”, explica.

Um dos problemas que o estresse causa no metabolismo é a dificuldade de emagrecer ou manter o peso, ocasionando o famoso “efeito sanfona”. A jovem Magda Travalon Rampin, 25 anos, conta que há cerca de um ano ganhou muito peso por conta da rotina estressante. “Minha vida era estágio e faculdade. Eu pesava 80 kg quando entrei e na formatura estava com praticamente 101 kg. Em junho de 2018 eu comecei a fazer reeducação alimentar com uma nutricionista, porém mesmo seguindo à risca comecei a notar que eu continuava ganhando peso”, relata. Foi então que em janeiro de 2019 a jovem procurou ajuda de um endocrinologista. “Descobri que, por trabalhar na área comercial, fico horas sentada e passo muito estresse o dia todo. Por conta disso, o corpo começou a não reagir da maneira correta. Os níveis de cortizol no sangue estavam elevados e com isso a gordura ficava estocada, o que não me deixava emagrecer. Em janeiro eu estava com 108 kg”, relembra.

Mesmo fazendo atividades físicas e seguindo a dieta, Magda conta que ainda tem muita dificuldade para emagrecer. “Hoje estou com 96 kg. Está sendo um caminho árduo. Eu passo por muitas situações estressantes, por conta de trabalho e até mesmo em casa. Isso piora muito o metabolismo. Tem dias que eu não durmo e isso agrava a situação”, afirma. Para ajudar a relaxar, Magda tenta desviar o foco do problema. “Eu gosto de caminhar. Costumo também ouvir alguma música que me agrada”, relata.

A nutricionista afirma que a redução dos níveis de estresse pode ajudar num possível emagrecimento. “Aliviando o corpo e estimulando o metabolismo, a pessoa também terá mais disposição para a inclusão de atividades física rotineiras, o que trará muitos benefícios quanto à sensação de bem-estar físico e mental”, afirma.

ALIMENTAÇÃO
A adequação de uma estratégia alimentar individualizada é o melhor caminho para que o impacto do estresse seja o mínimo possível no organismo e também uma alimentação adequada pode influenciar de forma positiva no sistema nervoso, na disposição e no armazenamento de gordura corporal, além de proporcionar benefícios nas emoções, principalmente na redução do estresse. Samanta afirma que é defensora da individualidade na hora de pensar em uma dieta. “É necessário entender a genética, costumes e necessidades diárias de cada um. De uma forma geral, uma estratégia alimentar com baixa carga glicêmica e com alimentos in natura são as melhores opções. Assim não ocorrerá grandes variações de liberação de insulina, auxiliando na disposição, concentração e processo metabólico. A ligação entre nutrição e estresse é muito maior do que imaginamos, por isso é necessário as pessoas se alimentem bem, com qualidade para se sentir melhor”, explica.

Alguns alimentos podem contribuir para reduzir a carga de estresse no organismo. “Em geral, a adesão de alimentos com baixa carga glicêmica e que sejam funcionais, ou seja, tragam benefícios para o nosso organismo, já auxiliam muito”, explica a nutricionista.


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