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Gravidez não planejada ainda é grande entre os jovens


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Crédito: Reprodução/Internet

Ainda que estejamos vivendo a era da informação, em que cada vez mais jovens têm à disposição dados sobre os mais variados assuntos a um clique de distância, há pouco conhecimento sobre contracepção e sobre como evitar uma gravidez não planejada.

Quase 70% dos jovens brasileiros não sabem o período em que a mulher tem mais chances de engravidar, 42% não sabem que a camisinha é o único método que previne, simultaneamente, gravidez e doenças sexualmente transmissíveis e quase 30% acreditam que o coito interrompido é um método contraceptivo eficaz.

Os dados explicam, em parte, os altos índices de gravidez entre as adolescentes: no Brasil, cerca de 536 mil meninas com menos de 20 anos foram mães em 2012, segundo o Ministério da Saúde. No mesmo ano, a taxa de gravidez entre as mulheres de 15 a 19 anos representou 17,7% do total das gestações (IBGE).

De forma geral, há também outras barreiras que impedem a jovem de se prevenir, como falta de experiência, vergonha de assumir para os pais que precisa de contracepção – e, consequentemente, que já iniciou a vida sexual – e insegurança de exigir do parceiro o uso da camisinha.

A adolescente muitas vezes nega a possibilidade de engravidar, pensando erroneamente que, se a relação sexual for mantida de forma eventual, não há necessidade de utilizar métodos anticoncepcionais. Geralmente, métodos que dependem da administração frequente da usuária são mais suscetíveis a falhas, principalmente entre a faixa etária mais jovem.

Estudo realizado com adolescentes universitárias de São Paulo mostrou que 54,3% se esquecem de tomar algumas pílulas durante o mês. Do total das entrevistadas, 79,1% responderam que sabiam o que fazer quando esqueciam de tomar a pílula, porém foi observado um conhecimento insuficiente do uso da pílula em situações de ocorrência de vômitos ou diarreia – quando a eficácia do método fica comprometida.


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