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Guardas e PMs se unem em aplicativo para combater o crime

Fábio Estevam | 24/11/2019 | 12:22

Na tarde do dia 14 de outubro um policial militar de Jundiaí soube, através de um amigo, que suspeitos estariam descarregando mercadoria roubada em uma casa na rua Sergipe, no bairro Jundiaí-Mirim.

Ele lançou a informação em um grupo de WhatsApp chamado “Irmandade” e rapidamente várias viaturas da Guarda Municipal, com apoio de viaturas da PM, estiveram no local. Dois adolescentes foram detidos e um maior preso com muitas drogas e mais de R$ 50 mil em medicamentos, que haviam sido roubados horas antes na Ponte São João. O êxito da operação policial somente foi possível graças ao “Irmandade”, grupo formado por mais de 250 PMs e GMs de seis cidades – Jundiaí, Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Louveira, Itatiba e Itupeva -, além de policiais militares rodoviários.

“Quando o PM joga a informação no grupo, ele sabe que a viatura que está mais próxima tem a condição de chegar mais rápido. Foi isso que aconteceu. E esse é um dos objetivos do grupo”, disse o soldado Cleon, do 49º Batalhão, um dos criadores do grupo ao lado do amigo cabo Fábio Inácio, do 11º Batalhão, e dos GMs Antônio e Robinson Augusto Alves De Souza, o De Souza.

O “Irmandade”, criado em 2016, tem por objetivo permitir que a troca de informações em tempo real entre PMs e GMs seja um golpe contra o crime. No início, apenas os quatro criadores participavam. “E pensamos: se somente com nós quatro já temos bons resultados, por que não expandir?”, disse o GM de Souza.

Foi então que eles abriram para mais colegas participarem. “É preciso ser GM ou PM e ter a mesma linha de pensamento. O grupo é uma ferramenta auxiliar, que nos apoia no combate ao crime. O compartilhamento de informações vai nos ajudar a prender criminosos e recuperar carros roubados e furtados”, disse Cleon.

PROBLEMA ANTIGO

Ele explica que, quando uma informação é jogada no grupo, seja por um guarda ou

militar, o agente sabe que a ocorrência poderá ser apresentada pela outra corporação, que não a sua. E está aí um problema que o grupo não enfrenta, mas que ainda persiste na cabeça de alguns agentes de ambas as corporações. “Existe sim uma animosidade entre alguns poucos integrantes das duas corporações, que vem de muito tempo. Alguns ainda pensam assim até hoje”, lamenta Cleon.

“Aqui na Guarda também. Infelizmente a gente tem que lidar dar com esse tipo de coisa. Todos temos que entender que estamos no mesmo objetivo, que é vencer o crime”, completou De Souza.

EFICÁCIA E AMIZADE

Um policial militar de Jundiaí jogou no grupo, recentemente, informação de que estava passando mal em casa. Com duas próteses no coração, o PM despertou os amigos do grupo, que rapidamente deslocaram viaturas até sua casa.

Tanto PMs quanto guardas municipais foram ao seu salvamento. Quando chegou no hospital, já estava com princípio de infarto. Enquanto era levado rapidamente para o hospital, PMs do 11ª, que já estava no Centro, já preparavam a unidade de saúde para sua chegada. “Essa ocorrência também mostrou como é nossa integração. Os PMs chegaram primeiro, mas os GMs estavam lá, se colocando à disposição inclusive para ir abrindo caminho no trânsito”, comentou Cleon. O policial foi atendido e se recupera em casa.

 


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