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Há perigos às crianças na internet, diz especialista

| 18/10/2014 | 22:49

Enquanto Gislaine Carbonari de Souza ainda não tem a preocupação com o que a filha de 10 anos está vendo na internet, já que, na maioria das vezes ela está por perto e até joga junto, a vigília na casa de Maria de Fátima Moreira Silva Rieda, com seus dois meninos, é difícil. A advogada trabalha o dia todo fora e diz que não consegue controlar o que os filhos, de 7 e 9 anos, fazem nos tablets.

A preocupação é que o jogo Minecraft é intermediado por monitores adolescentes que interagem com os jogadores e inserem vídeos durante a diversão da garotada. “Há vídeos mal intencionados, de pedofilia e pornografia, que são de interesse comercial dos monitores, porque eles ganham por clique e por quantidade de visualizações”, diz Maria de Fátima.

Segundo psicanalista e psicóloga familiar e infantil Cynthia Boscovich, a internet é um ambiente tão hostil quanto um espaço físico que os pais não conheçam. “Quando os filhos falam que vão sair, queremos saber onde eles vão. O mundo virtual é a mesma coisa: é importante saber que tipos de aplicativos eles estão usando e onde estão navegando.”

O cuidado é importante, de acordo com a psicóloga, porque, no mundo anônimo da internet, existem inúmeras possibilidades de atrair as crianças. “Existem perigo, invasão, violência, bullying virtual… Há pessoas maldosas que querem prejudicar as crianças”, diz.

A psicóloga recomenda que a idade do filho seja levada em consideração antes de definir o método de controle. Os adolescentes, na opinião dela, são mais difíceis de fiscalizar, porque prezam mais pela privacidade do que as crianças pequenas e se sentem mais invadidos.

Para Cynthia, porém, é preciso cuidar para que a fiscalização não se transforme em excesso de zelo. “Cuidado e neglicência são muito tênues. Os pais devem saber a diferença entre invadir e ignorar. Tanto o excesso quanto a falta fazem mal”, afirma.

Uma das dicas aos pais é ativar o modo YouTube Safety Mode, para que vídeos com conteúdo adulto sejam bloqueados no aparelho. Alguns tablets ainda permitem configurar para o “modo infantil”, que facilita a seleção de aplicativos que a criança irá acessar.


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