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Pais devem monitorar uso de tablets pelos filhos

| 18/10/2014 | 22:30

Quando a advogada Maria de Fátima Moreira Silva Rueda, 48 anos, era criança, costumava brincar na rua e inventar os próprios brinquedos. Hoje, luta para conseguir com que os filhos Ramón, 7 anos, e Raul, 9, desliguem os tablets. 

A história de Maria de Fátima é parecida com a de muitas outras mães: o plano era evitar dar aparelhos eletrônicos às crianças, mas quando elas começaram a frequentar a escola e viram outros colegas com celulares, tablets e videogames, acabaram cedendo aos pedidos.

Segundo a psicanalista e psicóloga familiar e infantil Cynthia Boscovich, membro regular da Sociedade Brasileira de Psicanálise Winnicottiana e autora do site Cuidado Materno, muitas vezes a situação é cômoda para os próprios pais. “É mais confortável para eles que a criança fique quieta, mas não é saudável a partir do momento que ela deixa de interagir”, alerta.

Na casa de Maria de Fátima, mesmo com as regras de horários, os filhos se perdem por horas no Minecraft, jogo que tem atraído milhares de crianças no mundo. “Você cria um mundo, pega madeira, constrói casa, derrete coisas. É como se fosse a vida real”, compara o mais velho, Raul. Segundo ela, os filhos querem sempre os últimos modelos dos jogos eletrônicos, enquanto a prateleira de brinquedos fica intocável.


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