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Planejamento financeiro deve começar quinze anos antes

| 13/09/2014 | 22:03

Filhos que pretendem cuidar dos pais quando eles chegarem à velhice devem começar a se planejar para enfrentar os desafios financeiros dessa decisão com pelo menos 15 anos de antecedência, segundo o consultor financeiro Pedro Braggio, de Jundiaí. Ele aconselha a quem pretende fazer isso a calcular um aumento de pelo menos 30% nos custos atuais dos pais para daqui a dez anos.

“Uma dica é comparar a renda atual dos pais com os custos básicos de sobrevivência e acrescentar no mínimo esse percentual. Desta forma dá para ter um ideia de quanto será necessário por mês para cuidar deles no futuro”, diz Braggio.

Um estudo do Instituto Dsop de Educação Financeira revelou que as despesas com um idoso que necessite de atenção 24 horas por dia podem chegar a R$ 144 mil por ano.

Para não ter problemas financeiros quando a hora chegar, Braggio aconselha aos filhos estipular um valor fixo mensal e depositar em uma caderneta de poupança quando os pais atingirem 50 anos de idade. “Esse valor a ser depositado varia muito de acordo com o padrão de vida da família, mas o que dá para garantir é que não se pode contar somente com a renda dos pais”, comenta o consultor.

O estudo do Dsop estima que é preciso economizar ao menos 5% da renda atual pensando nesses gastos no futuro.

Variáveis
O gasto total com os pais na velhice vai depender da escolha dos filhos. Quem prefere contratar um cuidador para auxiliar nas tarefas deve levar em consideração várias questões, inclusive de ordem legal.

Marília Magalhães, proprietária da agência Home Angels (especializada em cuidados com idosos) diz que um contrato que prevê um cuidador 24 horas por dia todos os dias da semana sai em torno de R$ 7 mil por mês. “Nesse contrato nós oferecemos um profissional técnico que, além dos cuidados básicos com o idoso, ajuda também em tarefas como troca de curativos, limpeza de bolsas gástricas, orientação sobre horários de medicamentos, etc”, explica Marília.

O contrato com uma agência tem a vantagem de todos as obrigações trabalhistas serem de responsabilidade da contratada. “Além disso, o cliente não tem problemas com faltas mesmo quando o cuidador fica doente, uma vez que a substituição por outro profissional é de nossa responsabilidade”, acrescenta.

Há quem prefira contratar um cuidador em tempo parcial e acompanhar o parente em casa após o trabalho, uma decisão que tem reflexos maiores no dia a dia, mas que tem um custo menor (veja ao lado o exemplo do engenheiro Fábio Cristofaro).

Clínicas
Deixar os pais em uma clínica especializada em cuidados com idosos é outra saída comum nos dias de hoje, muitas vezes em função de um desejo do próprio idoso. Em Jundiaí, um quarto coletivo em uma clínica custa a partir de R$ 3.100 por mês, segundo levantamento feito pela reportagem do Jornal de Jundiaí Regional. Um quarto individual custa a partir de R$ 4.100. Esses valores valem para idosos sem patologias graves, ou seja, que consigam se locomover, se alimentar e tomar banho sozinhos.


Link original: https://www.jj.com.br/especiais/planejamento-financeiro-deve-comecar-quinze-anos-antes/
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