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Por saúde, brasileiros apostam cada vez mais nas corridas de rua

Thiago Batista | 27/10/2019 | 07:00

O Brasil está na contramão mundial no quesito praticantes de corridas de rua. Enquanto na grande maioria dos países ocorreu um decréscimo de 13% de participantes em provas, os números no país registram aumento de 20%. Os dados são da ‘State of Running 2019’. Em Jundiaí o cenário do resto do Brasil não muda. Tem praticantes que podem ser chamados de atletas, se reúnem todos os domingos em alguma prova, independentemente do local, apenas pelo prazer de correr. A maioria começou por questões de saúde.

Caso de Renata Carolina Pavan. No fim de 2015, a advogada de 42 anos foi convidada por um amigo a participar das corridas, para ajudar a combater a depressão. Um remédio que fez efeito. “A corrida me ajudou a ter mais pique, disposição e hoje consigo conviver e ter uma vida normal, sem sofrimento. E ainda emagreci de 98 para 85 quilos.”

Ela se reúne com as amigas para treinar ou participar de eventos todos os finais de semana. “A corrida é mais do que uma paixão. Virou família. A gente procura se encontrar de alguma forma sempre”, complementa.

História parecida vive Maria Vilma Vieira. Ela começou a correr também em virtude da depressão. Hoje não sofre nenhum tipo de problema, aos 49 anos. “Correr me trouxe saúde. E mesmo próximo de completar 50 anos (em novembro) não tomo medicamento até hoje”, conta.

Elisabete Barbosa, de 40 anos, participa de provas todos os domingos. Nos últimos três meses, começou a receber assessoria de treinamento e está colhendo frutos – chegando ao pódio nas provas. “Cheguei entre as melhores em diversas corridas, como a Barão de Jundiaí e da Grendacc, além de outras no estado”, lembra. As corridas ainda a fizeram superar um desafio pessoal.

As provas me trouxeram a disposição de saber que somos capazes. A gente as vezes duvida da nossa capacidade. Hoje não duvido mais de mim.”

Erica Patrícia Bassan durante a semana é escrivã de polícia. Só que chegou o domingo, vira uma corredora de rua,. “Lá na corrida você dá risada, tira sarro das pessoas e até a gente pega e ‘rouba’ bananas dos outros”, brinca, sobre o fato de pegar os produtos que sobram após as provas.

Para escrivã a corrida ajudou bastante na saúde. “Emagreci bem, e a minha respiração é bem melhor, não fico mais ofegante. Até minha paciência melhorou. Era nervosa e ansiedade e a corrida me trouxe de melhora isso.”

Nadhya Caroline Ferreira começou a correr em 2015, também para diminuir o peso e cuidar da saúde. E foi nas provas que fez diversas amizades. “Os amigos te motivam e inspiram. Tem muita diversão, A gente divide carona, comida, e histórias de superação. Cada corrida novas amizades”, conta ela, participante das duas edições recentes dos Jogos Regionais (2018 e 2019).

A corrida mudou a minha vida e a minha capacidade física. Melhorou também a parte mental e passei a acreditar mais em mim”, declara.

E muitas têm sonhos nas corridas – de participar das provas mundiais mais importantes. “Espero em três anos participar da Maratona de Nova Iorque”, conta Renata. “Espero no próximo ano conseguir índice e já participar da Maratona de Boston”, diz Elisabete.


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