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Trabalho em casa é opção para complementar renda


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Crédito: Reprodução/Internet

Os serviços em domicílio se sofisticaram tanto que hoje é possível receber em casa desde produtos, como remédios ou pizzas, até serviços, entre eles, médicos, estéticos e culinários. O profissional que opta por oferecer este serviço diz que nem sempre o dinheiro fala mais alto: o importante é a confiança que o cliente deposita em seu trabalho e com isso faz com que outros contratos aconteçam.

Foi o que aconteceu com o fisioterapeuta Douglas Xavier Cardoso, 31 anos. Ele conta que desde que se formou, há sete anos, começou a atender nas residências. A demanda sempre foi grande e se intensificou por conta das indicações. “Comecei a fazer os atendimentos domiciliares em paralelo com meu trabalho na clínica e na Apae de Várzea Paulista. Os pacientes que não podiam estar na clínica pediam que eu fosse atender em suas casas.”

Segundo ele, quando se opta por este tipo de trabalho é sempre importante pensar nos prós e contras. Como é um profissional da saúde, ele precisa estar com seu kit sempre no carro e usar e abusar da criatividade.

“Oferecemos uma comodidade para os pacientes e para os familiares porque estando junto eles podem nos ajudar, inclusive adaptando a casa para que este paciente faça suas sessões. Por outro lado há alguns equipamentos que não consigo levar no carro e aí preciso ter criatividade para que o atendimento não seja prejudicado”, comenta ele, dando como exemplo a maca, substituída pelo tapete da sala.

Se para os profissionais esta tendência é crescente, para os pacientes a comodidade é o ponto alto. Há dois anos, o aposentado Francisco Rossi, 73 anos, foi diagnosticado com o mal de Parkinson e a partir daí começou a fazer fisioterapia. Primeiro na clínica, mas depois a família optou em deixá-lo em casa e contratou Douglas para ajudar.

“Achamos que aqui seria mais fácil, até por conta do transporte até o hospital. Estando em casa ele fica mais tranquilo e à vontade”, diz a esposa, Yolanda de Moraes Rossi. Duas vezes por semana, Francisco passa pelas sessões de fisioterapia e, segundo Yolanda, sem reclamar. “Valeu a pena gastar um pouco a mais.”

Serviço culinário - Há cinco meses o casal Beatriz de Castro e José Roberto Schiassi Junior decidiu colocar em prática uma ideia que já tinha para complementar a renda. Amantes da culinária, sempre faziam pizzas na casa de amigos e familiares e transformaram este gosto em profissão: hoje dividem o tempo trabalhando em suas profissões e fazendo pizzas em domicílio.

Segundo Beatriz, que é analista de Planejamento e Controle de Produção, o casal decidiu pelo trabalho extra para cobrir os custos casamento, já que se casaram recentemente. O fato de gostarem de cozinha - e de pizza - tornou tudo mais fácil. “Como ainda estamos pagando nosso investimentos em materiais e equipamentos não temos um faturamento linear para nossa renda. Podemos dizer que está nos ajudando com as despesas, mas o objetivo é atingir 60% de nossa renda mensal futuramente”, diz Beatriz.

José Roberto conta que as pessoas que procuram pelo serviço do casal são aquelas que gostam de comer bem, mas querem ficar em casa. O cardápio variado os ajuda a agregar ainda mais diferenciais aos interessados. “Pelo fato de nossos produtos serem de primeira qualidade, atendemos um público com perfil variado, mas exigente. Pretendemos continuar com este trabalho em paralelo, e futuramente sonhamos em também ter um estabelecimento com nossa marca.”


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