Esportes

Emoção e adrenalina nos bastidores da corrida

RALLY DOS SERTÕES Trajeto longo mostra um percurso desafiador, embora seja o sonho dos pilotos


ALEXANDRE MARTINS
Caio acompanhou o Rally dos Sertões por fora, mas foi supermarcante
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

O Rally dos Sertões é um dos eventos mais importantes do Brasil, atrás apenas do Rally Dakar, que é disputado em vários continentes, além de ser o mais longo do mundo.

Totalmente nacional, a edição deste ano teve como ponto de partida a cidade de Mogi Guaçu, São Paulo, e a linha de chegada na cidade de Barreirinhas, no Maranhão, passando também pelas regiões Centro-Oeste e Norte.

Com início de 31 de outubro, a competição durou um pouco mais de uma semana, com a última etapa realizada no dia 7 de novembro. Alguns nomes famosos participaram do rally, como os pilotos Rubinho Barrichello e Nelsinho Piquet, além do DJ Alok.

É fato que o percurso não é fácil, ainda mais levando em conta a distância. Mas para quem acompanhou nos bastidores, foi uma experiência inesquecível.

Caio Nunciaroni, advogado de 24 anos, participou do torneio por fora, mais especificamente das negociações com os patrocinadores. Mesmo não estando com o volante, ele acompanhou a corrida de perto.

Para Caio, foi uma experiência de vida, conhecendo lugares novos durante o percurso. "Conheci o Nordeste, nunca tinha ido lá. Você tem o contato com a cultura diferente lá, não necessariamente nas praias, mas no interior do Maranhão, de Goiás, que mesmo não sendo locais turísticos, mas tem muita cultura".

O advogado ainda contou que ter participado do Rally dos Sertões foi como se tivesse ido viajar com a família. "Todos se conhecem lá, é uma família famosa, aliás. Tinham pilotos famosos (Rubinho Barrichello e Nelsinho Piquet) e até o DJ Alok, que participou em uma das etapas".

Mas o evento tem uma importância muito grande. O Rally dos Sertões arrecadou alimentos para fazer doações para as pessoas que mais precisam. "Por conta da pandemia, nós arrecadamos cestas básicas para dar às famílias carentes do Norte e do Nordeste. Esse foi um dos quesitos que marcam a competição', disse Caio.

Ele relatou também a forma como acompanhou o percurso. Se engana quem pensa que foi de um jeito confortável. "Foi meio 'perrengue', mas não acho que foi assim, complicado. Não vejo problema em dormir em barraca, em ônibus, mas essa é a essência do rally. Está ligado ao espírito aventureiro, todos os pilotos esperam todo esse tempo para isso, querem passar esses perrengues, isso faz parte da prova", concluiu.


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