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Copa América perde principais patrocínios

Boicote A realização da competição no Brasil divide opiniões e é vista como politicamente incorreta


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A Copa América 2020 tem gerado polêmicas e será realizada no Brasil após desistência de Colômbia e Argentina
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Principal patrocinador da Copa América, a Mastercard anunciou que não irá mais patrocinar o torneio, que será sediado no Brasil neste ano. Marcada para iniciar neste domingo (13), a competição vive um impasse sobre sua realização no Brasil após longas discussões políticas.

A empresa optou por não continuar com o apoio por causa da repercussão negativa que a competição tem causado. "Após análise criteriosa, decidimos por não ativar nosso patrocínio à Copa América no Brasil", ponderou a MasterCard em comunicado.

Originalmente, a Copa América seria realizada de forma conjunta na Argentina e na Colômbia. Mas o primeiro país desistiu por causa do surto de covid. Já o país colombiano desistiu por causa de problemas políticos que tem levado a população às ruas.

O grupo brasileiro Ambev, que faz parte da gigante global AB Invev, também informou em breve comunicado que "suas marcas não estarão presentes na Copa América". "A empresa continua com seu compromisso e apoio ao futebol brasileiro", disse, sem dar mais detalhes.

Os organizadores enfrentaram diversos obstáculos para concretizar esta edição da Copa América, o torneio de seleções mais antigo do mundo, que acontece desde 1916.

Depois de adiar a Copa América por 12 meses devido à pandemia, a Conmebol buscou um país-sede de emergência quando Argentina e Colômbia, os anfitriões originais, desistiram por conta do avanço da pandemia no primeiro e violentos protestos no segundo.

Correndo contra o relógio, já que a partida de abertura está marcada para este domingo, o presidente Jair Bolsonaro aprovou a realização da Copa no Brasil, país que já havia sediado a última edição do torneio continental em 2019.


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