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Vila Olímpica registra primeiro caso de covid a poucos dias de Jogos de Tóquio

A previsão é que a Vila receba 11 mil atletas de 200 países e mais 7.000 pessoas entre demais membros das delegações


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Crédito: Reprodução/Internet

A poucos dias da abertura da Olimpíada de Tóquio, a Vila Olímpica registrou seu primeiro caso diagnosticado de covid-19.

A informação oficial diz que uma pessoa ligada aos Jogos, não sendo atleta, testou positivo para o novo coronavírus e entrou em um período de quarentena de 14 dias.

O indivíduo pode ser, por exemplo, o integrante de uma delegação de algum país ou de alguma federação internacional que esteja hospedado no local. Não há mais detalhes, nem sobre a nacionalidade.

Com esse registro na Vila, sobe para 44 o número de casos de Covid-19 vinculados aos Jogos desde o dia 1º de julho. A Olimpíada tem cerimônia de abertura marcada para o próximo dia 23.

A cidade de Tóquio contabilizou na sexta (16) 1.271 novos casos de covid-19, terceiro dia em que superou o patamar de 1.000 diagnósticos.

Até agora, foram 835 mil casos no país e 15 mil mortes. Os últimos dados apontam que, até o fim da semana, 32% tomaram a primeira dose de vacina e 20% completaram a segunda etapa do processo.

A Folha mostrou que a Vila Olímpica, espaço tradicional de intercâmbio cultural entre as delegações de 200 países que participam dos Jogos, foi aberta oficialmente na última terça-feira (13).

Diferentemente de edições anteriores, o local foi inaugurado com discrição, sem alarde, destoando da histórica cerimônia de boas-vindas aos atletas que chegam para se hospedar e participar das competições. A Vila é localizada em uma aprazível região com vista para a Baía de Tóquio.

A reportagem da Folha esteve no local neste sábado (17). "É importante todos seguirem os protocolos, porque é a melhor maneira de evitar que aconteça. Se aconteceu, desconheço o motivo, mas todos devemos fazer a nossa parte", afirmou Marcus Vinicius D'Almeida, atleta de tiro com arco, após saber do primeiro caso confirmado dentro da Vila.

Ao contrário de edições anteriores, em que a circulação na Vila, mesmo em espaços determinados, era permitida, desta vez o acesso praticamente não existe -com exceção de eventuais pré-reservas para entrevistas em uma zona internacional.

A previsão é que a Vila receba 11 mil atletas de 200 países e mais 7.000 pessoas entre demais membros das delegações.

Os visitantes do local são orientados a usar máscara o tempo inteiro e manter distância de dois metros entre cada um na hora das refeições ou comer sozinho, se possível.

Em razão da pandemia, os atletas só podem circular entre a Vila e os locais de treinamento. Devem chegar cinco dias antes da competição e deixar o local dois após seu fim.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) estima que 85% dos moradores do local durante os Jogos estejam vacinados contra a Covid-19.

Os atletas hospedados na Vila Olímpica, por exemplo, são obrigados a fazer testes diariamente, assim como todos os que terão contatos com eles, incluindo voluntários, oficiais das delegações e juízes de competições.


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