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Medina e Ítalo Ferreira conhecem adversários das oitavas do surfe em Tóquio-2020

Medina termina em primeiro lugar; Silvana e Tatiana conhecem adversárias nas oitavas do surfe em Tóquio-2020


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Medina termina em primeiro lugar na bateria de surfe dos Jogos Olímpicos
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Os surfistas brasileiros Gabriel Medina e Ítalo Ferreira já sabem quem enfrentarão nas oitavas de final das Olimpíadas de Tóquio, o round 3. Os adversários foram conhecidos neste domingo (25), após a disputa da repescagem, o round 2.
Medina, que venceu a bateria contra o francês Michel Bourez e o alemão Leon Glatzer, terá pela frente o australiano Julian Wilson. Cabe lembrar que, na primeira bateria, o costarriquenho Carlos Muñoz esteve ausente, já que não conseguiu chegar a tempo ao Japão, após ser chamado para substituir o português Frederico Morais, que testou positivo para Covid-19.
"É muito diferente do que a gente tinha, é um mundo muito profissional onde tem os melhores do mundo e eu fico feliz de fazer parte desse time. É um passo muito grande para o surfe, a gente está chegando no mundo inteiro. Eu sei o quanto importante e especial é. Eu sei que eu consigo surfar mais, mas a bateria foi boa para estar mais adaptado com o mar", destacou Medina.
"No começo, teve um momento que eu não achei nada e tiveram quatro minutos ali que resolveram a bateria, esse é o 'Beach Break' do Japão, a bateria só acaba quando termina, pode acontecer qualquer coisa. Isso é bom para dar uma acordada e estar preparado para os próximos rounds", acrescentou.
Ítalo Ferreira, por sua vez, duelará com Billy Stairmand, da Nova Zelândia. O brasileiro, segundo no ranking mundial, fez o maior somatório (13.67) na sua bateria e avançou na competição ao lado do japonês Hiroto Ohhara (11.40).
"Estou muito feliz, estou até arrepiado. Estava muito ansioso antes da bateria, mas depois comecei a pegar onda e me divertir. Treinei muito para estar aqui. É muito especial para mim", disse o brasileiro após a disputa.
A estreia do surfe em Olimpíadas foi sem ondas extravagantes em Tsurugasaki Beach.
A dupla brasileira voltará ao mar na madrugada desta segunda-feira (26, no horário de Brasília). Medina competirá à 1h36, e Ferreira vai entrar em ação logo depois, a partir das 2h12, em ambos horários referentes ao fuso de Brasília.

 

Surfe feminino

As surfistas brasileiras Silvana Lima e Tatiana Weston-Webb já sabem quem enfrentarão nas oitavas do surfe nas Olímpiadas de Tóquio-2020. Após se classificarem na primeira bateria, a cearense e a gaúcha voltarão ao mar de Tsurigasaki nesta segunda-feira (26, ainda noite de domingo no Brasil).
Silvana, que se classificou em segundo lugar na primeira bateria, ficando atrás da australiana Stephanie Gilmore, heptacampeã mundial, terá como adversária a portuguesa Teresa Bonvalot, de 21 anos.
"Quando eu saí do hotel e vim pra competição, deu um friozinho na barriga, aí eu pensei: 'calma, relaxa que o nervosismo não é agora'. Eu estou vivendo um sonho e eu penso: 'Silvana, você está nas Olimpíadas, Silvana, tu acabou de competir, Silvana, tu foi para as oitavas'", disse a atleta de 36 anos.
"Depois de tudo que eu passei, na hora que eu estava ali, veio um filme na minha cabeça, desde criança até eu chegar aqui, todos os perrengues, momentos difíceis, as felicidades que eu tive, e eu posso dizer que sou muito abençoada e agradeço a Deus por essa oportunidade de fazer o que eu mais gosto e representar bem o meu país", emendou.
Tatiana, por sua vez, fechou a bateria em primeiro lugar, com 11.33 pontos, deixando para trás a francesa Johanne Defay. No round 3, a gaúcha de 25 anos enfrentará a japonesa Amuro Tsuzuki, a partir 22h36 deste domingo (25, no horário de Brasília).
"É bem diferente, eu estou arrepiada. É difícil acreditar que estamos aqui nas Olimpíadas surfando. É uma honra fazer parte de um grupo de atletas tão poderosos, e eu sou muito grata. Estou muito feliz de estar aqui e muito feliz com minha bateria", afirmou.
"Além disso, ficando aqui do lado [da área de competição], é muito fácil de treinar a qualquer hora do dia para nos acostumarmos com esse tipo de onda, e isso ameniza o desgaste de termos que vir e voltar todos os dias para Vila", completou a surfista.
Filha da ex-bodyboarder brasileira Tanira Guimarães e do surfista inglês Doug Weston-Webb, Tatiana nasceu em Porto Alegre, mas se mudou com dois meses para o Havaí, nos Estados Unidos, e se naturalizou brasileira em 2018.


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