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Breaking do Brasil faz seletiva no início da corrida olímpica por Paris 2024

Competição dará vaga no masculino e no feminino na Final Mundial, na Polônia, em novembro


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Breaking do Brasil faz seletiva no início da corrida olímpica por Paris 2024
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Os principais nomes do breaking do Brasil vão se reunir neste domingo em São Paulo em busca de uma vaga na Final Mundial, na Polônia, em novembro. A seletiva, última após paradas em Fortaleza, Brasília e Curitiba, dará uma vaga no masculino e outra no feminino aos representantes do país no maior torneio internacional do esporte, que estreará no programa olímpico em Paris 2024.

Dentre os jurados desta edição está Neguin, único brasileiro a alcançar o maior título do breaking a nível mundial. Referência, ele celebra os holofotes que a modalidade tem recebido desde que foi abraçada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

- O breaking estar nas Olímpiadas é uma grande conquista. Não só para a comunidade do breaking e do hip hop mundial, mas para todos nós. Porque o breaking estando nas Olimpíadas ele vai ter uma amplitude para pessoas que não conhecem o breaking.

O breaking, hoje também um esporte, é uma manifestação artística que caminha de mãos dadas com a cultura do hip-hop e das periferias. Os Gêmeos, artistas brasileiros de renome no exterior com obras de grafite, são praticantes do breaking desde a adolescência. Eles lembram que as raízes do esporte e da importância social dele, e veem a entrada no programa olímpico com um fenômeno semelhante ao que passaram com as próprias obras de arte.

- Às vezes você faz um grafite na rua, ninguém nem... "ah, tá na rua"... Mas colocou num museu "opa, peraí”. Não é só porque está nas Olimpíadas que precisa ser valorizado. Legal que as Olimpíadas estão valorizando essa cultura, mas essa cultura já existe há mais de 40 anos na rua.

A competição deste domingo dará uma vaga no masculino e outra no feminino na Final Mundial, disputada no dia 6 de novembro, na Polônia. Atletas de mais de 30 países competirão pelo título, o primeiro de grande porte desde a edição ao programa olímpico. Estas disputas prometem atrair a atenção do grande público.

- E cada movimentação do breaking cativa muito a atenção das pessoas. Você ver alguém girando de cabeça 50 voltas, a sua avó talvez nunca viu isso. Já viu bicicleta, já viu skate, mas girando 50 voltas de cabeça e subindo no movimento, a pessoa vai falar "É real isso que tô assistindo? O ser humano tem capacidade de chegar nesse nível?" – disse Neguin.


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