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Brasil recebe Copa do Mundo de Beach Tennis pela primeira vez na história

Evento que só tinha sido realizado na Rússia chega a Copacabana, no Rio de Janeiro. País tem hoje aproximadamente 400 mil atletas da modalidade, 1/3 dos praticantes do mundo todo


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Brasil campeão da última edição do mundial, em 2019
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Nos próximos dias, de 4 a 10 de outubro, a praia de Copacabana será palco da nona edição da Copa do Mundo de Beach Tennis. Pela primeira vez realizado fora da Rússia, o evento chega finalmente ao país que abraçou a modalidade com fervor. Com cerca de 400 mil atletas amadores, o Brasil tem hoje 1/3 dos praticantes do mundo todo. O Mundial será transmitido pelo SporTV3.

Em casa, a seleção brasileira tentará alcançar os quatro títulos da Itália, que é a maior vencedora da história, com quatro vitórias. O Brasil vem logo atrás com três, seguido de Rússia com um título. Responsáveis por representar o país em casa serão André Baran, Vinicius Font, Thales Santos, Rafaella Muller, Joana Cortez e Marcela Vita.

- É a realização de um sonho, o Beach Tennis nasceu no Brasil exatamente na cidade do Rio de Janeiro. Então a gente conseguir trazer um mundial de equipes pra cá é até difícil de descrever. É sim muito merecido, já que somos tricampeões mundiais - comemorou Vinicius Font.

O formato do torneio por equipes será disputado como de costume, com confronto de duplas masculinas e femininas e um duelo de duplas mistas no caso de desempate. É de responsabilidade do capitão de cada seleção definir a melhor formação do time. No caso do Brasil, essa missão será de Alex Mingozzi, italiano ex-número 1 do mundo e técnico invicto da seleção. Com ele, o país venceu os últimos dois mundiais, em 2018 e 2019 - em 2020 não aconteceu por conta da pandemia do coronavírus.

- Nenhuma seleção ganhou até hoje três títulos consecutivos e agora temos essa possibilidade. Vamos tentar fazer nosso melhor obviamente e a energia em casa será boa, tenho certeza - disse Alex Mingozzi.

Nesta formação não poderia faltar um nome: Joana Cortez. Tenista com passagem pelas Olimpíadas de Sydney 2000 e direito a dois ouros pan-americanos, ela é uma das precursoras do Beach Tennis no Brasil. Presente na formação brasileira nos três títulos mundiais, Joana quer conquistar mais um vestindo as cores verde e amarelo.

- Eu estive em todas as competições, estou muito feliz de estar na seleção e acho que vai ser uma grande festa pro esporte e pra todo mundo. Um orgulho muito grande estar jogando esse Mundial no Brasil depois de oito anos jogando na Rússia - vibrou Joana.

A Copa do Mundo de Beach Tennis será realizada em Copacabana, com a presença de 50% da capacidade de público nas arquibancadas: 450 espectadores. Sobre protocolos sanitários, a organização do evento está seguindo a regras vigentes no Rio de Janeiro, incluindo a exigência de carteira de vacinação contra a Covid-19. Entrada será franca, e a arena ficará localizada na praia ao lado do posto 2.

O Beach Tennis
A modalidade que surgiu na Itália e chegou ao Brasil em 2008 é uma mistura de tênis com vôlei de praia. A contagem se assemelha ao tênis (15/30/40), porém sem a disputa de vantagem. Os sets podem variar, mas costumam ser de seis games. O sacador, como no vôlei de praia e diferentemente do tênis, pode "servir" livremente. E no caso de toque na fita o ponto nunca "volta".

A modalidade costuma ser praticada em duplas, com confrontos femininos, masculinos e mistos. A rede fica a 1,70 cm do chão no caso das mulheres e 1,80 cm no caso dos homens. Atualmente no mundo, mais de 80 países têm o Beach Tennis como prática esportiva. Ao todo são 1,2 milhões de praticantes no planeta.

No Brasil, segundo a Confederação Brasileira de Beach Tennis, a modalidade teve um aumento considerável durante a pandemia, de 30%.


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