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Hamilton é punido e larga em último no sprint do GP de São Paulo


A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) anunciou neste sábado (13) que Lewis Hamilton foi desclassificado do treino que definiu o grid de largada para a corrida sprint do GP de São Paulo, que acontece às 16h30.

O inglês havia feito a melhor volta na sexta-feira (12) e largaria na pole na corrida curta que definirá as posições para a prova completa, no domingo (14), às 14h. Agora, com a punição, largará em último no sprint.

"Os comissários decidem que o carro 44 [de Lewis Hamilton] falhou no teste indicado e, portanto, viola o Art 3.6.3 do Regulamento Técnico da Fórmula 1 da FIA", diz trecho do comunicado da FIA. "A penalidade usual por não cumprimento técnico é a desclassificação da sessão de qualificação."

Já o holandês Max Verstappen, líder da temporada, foi multado em 50 mil euros (cerca de R$ 312 mil), por ter tocado justamente na asa do carro de Hamilton após a atividade de sexta. Em comunicado, a FIA explicou a razão da punição ao piloto da Red Bull.

"É claro para os comissários que se tornou um hábito dos motoristas tocar nos carros após a qualificação e as corridas. Esta foi também a explicação de Verstappen", diz trecho da nota da entidade. "No entanto, é uma violação do regulamento do parque fechado e tem potencial significativo para causar danos."

Horas após a disputa do treino classificatório nesta sexta (12), o delegado técnico da FIA, Joe Bauer, encontrou algo errado no sistema de redução de arrasto do carro de Hamilton. O regulamento da F1 prevê que o vão entre as lâminas da asa traseira deve ser de, no máximo, 85 mm. Um espaço maior do que esse poderia significar uma vantagem competitiva.

Bauer encaminhou o assunto para os administradores, que decidiram penalizar o britânico.

A decisão poderia ter saído na noite de sexta, porém se arrastou até este sábado (13) por causa de uma interferência de Max Verstappen. Um vídeo feito por um torcedor e que passou a circular nas redes sociais mostra o holandês tocando a asa traseira do carro de Hamilton após a sessão classificatória.

De acordo com o Código Esportivo Internacional da FIA, "em regime de parque fechado [como os carros já estavam após a sessão], nenhuma operação, checagem, ajuste ou reparo é autorizado sem a autorização expressa dos comissários". Ou seja, o líder da temporada não podia ter tocado no carro do rival.

O piloto da Red Bull, então, foi chamado às 9h30 deste sábado para dar esclarecimentos. A audiência foi rápida e durou menos de 15 minutos, mas não houve nenhum comunicado oficial sobre a reunião. Enquanto isso, os chefes de Verstappen tomavam café no paddock e aparentavam certa tranquilidade.

Às 10h30, representantes da Mercedes foram chamados novamente para tratar do assunto. Essa reunião durou cerca de 1h e terminou às 11h25, cerca de meia hora antes do segundo treino livre, marcado para as 12h. A atividade na pista já havia terminado quando as decisões sobre as punições foram comunicadas.

Este será o primeiro ano que a etapa brasileira vai receber o novo formato de definição do grid de largada. A ordem dos pilotos na pista será definida na corrida sprint --com cerca de 24 voltas-- que acontecerá neste sábado (13). A prova completa será disputada no domingo, com transmissão da Band.

Em 2019, Max Verstappen fez a pole e venceu a corrida na cidade de São Paulo --em 2020 o Brasil acabou fora do calendário da F1 por causa da pandemia de Covid-19.

Na corrida sprint, somente os três primeiros colocados recebem pontos: o primeiro ganha três pontos, o segundo ganha dois e o terceiro obtém um ponto.

Com o campeonato se aproximando do fim, cada vantagem pode ser decisivo. Neste momento, 19 pontos separam o líder e o vice-líder da temporada --(312,5 contra 293,5).

Depois do Brasil, o campeonato terá mais três provas: Qatar, Arábia Saudita e Abu Dhabi.

Além da Band, a F1 anunciou nesta sexta-feira (12) que a corrida deste sábado (13) será transmitida pelo canal do streamer Gaules na Twitch.


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