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Comitê Disciplinar vai analisar caso de agressão a árbitro

AMADOR O jogo entre Ponte Preta e Vila Marlene não foi concluído devido a uma agressão ao árbitro e o caso segue aberto


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Ponte Preta e Vila Marlene
Crédito: Divulgação

A 1ª Divisão do Campeonato de Futebol Amador de Jundiaí teve sequência no domingo (19), com a terceira rodada. Com jogos agitados, o torneio registrou 27 gols no total, porém, uma confusão marcou o clássico entre Ponte Preta da Agapeama e Vila Marlene, no CECE Francisco Dal Santo.

Com menos de 15 minutos de jogo, ao marcar um pênalti a favor do time da Agapeama, os jogadores do Vila Marlene ficaram revoltados, houve discussão, terminando com uma agressão física ao árbitro. O jogo foi interrompido e, agora, o caso será julgado pelo Comitê Disciplinar da Liga Jundiaiense de Futebol.

De acordo com o regulamento do campeonato, agressões físicas ou ofensas verbais podem levar à suspensão do agressor por entre 30 a 360 dias (Art.12); e, em caso de agressão física, tentada ou consumada, à arbitragem, podem levar o agressor e o time que ele representa à exclusão do campeonato, desta e das duas próximas temporadas, independentemente de Série ou Divisão (Art.13).

"Agora, estou esperando a súmula da arbitragem chegar, para redigir um documento e enviar para o Comitê Disciplinar da Liga. O Comitê fará a análise do caso, seguindo o regulamento, e, a partir disso, saberemos como vai ficar a situação dos times envolvidos, do jogador e da rodada. Neste momento, a Liga já fez sua parte, mas vou pedir para que se resolva o mais rápido possível", comentou o presidente Joaci Ferreira.

Ainda segundo o regulamento, a não realização ou paralisação da partida, quando se der por culpa de um time ou de sua torcida, tal time será considerado perdedor por W.O. (Art.16).

"Primeiramente, nós do Vila Marlene lamentamos o ocorrido, pois era para ter sido um espetáculo, com um grande público presente. Aos 15 minutos ocorreu um pênalti, que para nós não foi nada. Na reclamação, o árbitro se exaltou e peitou nosso jogador, que estava com a cabeça quente e acabou respondendo com uma cabeçada. Não apoiamos esse tipo de conduta de qualquer atleta e repudiamos essas situações. Mas, o fato aconteceu devido a um erro do próprio árbitro, em que ele teria que ter tido um emocional mais controlado. Obviamente, isso não justifica a agressão do nosso jogador. Sempre conversamos sobre isso com a torcida e os jogadores, pois nosso investimento não é pouco para perder tudo devido a uma atitude isolada", pontua Renan Basílio Alves, presidente do Vila Marlene.

Sobre a prosseguimento do caso, Alves afirma que acharia justo a partida ser remarcada, a partir do tempo restante, com um pênalti a ser cobrado pela Ponte Preta e com um jogador a menos do Vila Marlene. "Porém, devido ao prejuízo que tivemos, em torno de R$ 8.500, não seria convencional voltar a partida e ter novos gastos. Então, se eles quiserem dar os três pontos à Ponte Preta, não vamos questionar. Temos um projeto para sermos campeões e esses pontos não vão fazer falta. Nós só não queremos que o clube inteiro seja prejudicado por algo que começou com o árbitro", completa.

Já para o presidente da Ponte Preta, Alexandre Israel da Silva, o clube vai entrar com recurso no STJ em caso de não cumprimento do regulamento. "Isso já foi conversado em reunião, em que todos os times concordaram sobre a questão de agressão aos árbitros, cuja a responsabilidade será do time responsável. Eu já procurei por um advogado e ele disse que, se o Vila Marlene não for eliminado, a gente pode entrar com recurso, pedindo o cumprimento do regulamento. Não é nada contra o Marlene, mas com a Liga, pois, se eles não cumprirem, o Marlene não terá culpa. Se eles (Liga) não fizerem isso, vai virar bagunça".

Silva afirma que a Ponte Preta teve um prejuízo de cerca de R$ 5 mil. "Eu acho que deviam ter excluído o Marlene no campo mesmo, pois o Joaci estava lá e viu tudo."

 


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