Esportes

Jundiaienses voltam da França com experiências e sonhos

MUNDIAL DE BMX Luca Grigoletto Micheli foi o 8º melhor atleta do Mundo; enquanto o Andrey Toledo, de apenas 7 anos, chegou às quartas de final


Divulgação
Luca Grigoletto Micheli chegou na final e terminou em 8ª pela categoria 'Boys 14'
Crédito: Divulgação

Os atletas jundiaienses Andrey Toledo, de 7 anos, e Luca Grigoletto Micheli, de 14, retornaram do Campeonato Mundial de Bicicross (BMX), em Nantes, na França, com ótimos resultados e muita experiência para a sequência da carreira.

Pela categoria 'Boys 8', Andrey chegou às quartas de final, terminando a competição na 23ª posição, de 55 participantes. Já Luca, pela 'Boys 14', chegou até a final, terminando na 8ª posição. Ao todo, foram 125 adversários.

"Foi sensacional nossa participação. Foram vários desafios desde a chegada, mas, logo no primeiro treino, em que conseguimos analisar um pouco o nível técnico de alguns adversários, como o campeão inglês. O Luca mostrou estar bem focado e com chances", comenta Gonzaga Micheli, pai e treinador de Luca.

Antes de chegar à final, Luca correu outras seis etapas (três classificatórias, oitavas, quartas e semi). "Ele terminou em primeiro lugar nas três classificatórias e, nas oitavas, ficou em quarto lugar nas quartas de final e na semifinal. Na final, ele estava em quarto também, mas, na última volta, acabou sendo tocado por um adversário e saiu da pista, perdendo as posições. A nossa expectativa era de chegar à final. Então, ficamos muito felizes com o resultado", pontua Micheli.

Essa foi a primeira vez que Luca competiu com tantos adversários, fazendo sete provas no mesmo dia. No Brasil, a média é de 15 participantes em sua categoria.

"Eu estava superansioso e minha estreia foi no terceiro dia de competição, assim, tive dois dias para acompanhar meus amigos e perder um pouco dessa ansiosidade, me acostumando mais com a atmosfera. Foi bem cansativo, pois estou acostumado a fazer três ou quatro corridas no mesmo dia, e lá eu fiz o dobro, mas pela pressão e ansiedade, eu fui tirando energia de onde não tinha", afirma Luca.

Com o objetivo de seguir carreira no esporte e continuar representando o Brasil nas competições, o Mundial se tornou uma grande experiência para Luca. "Ficou a sensação de que poderia ter ido melhor, mas, de maneira geral, fiquei bem satisfeito. Esse Mundial serviu para abrir as portas para torneios internacionais. Me deu um gás a mais para continuar com meus sonhos e vou lutar para estar nas Olimpíadas de 2028", ressalta.

Já para Aroldo Toledo, pai de Andrey, a participação do filho foi ótima, mas acabou faltando um pouco de experiência internacional. "Nossa expectativa era chegar, pelo menos, nas semifinais. Ele correu muito bem nas classificatórias e oitavas, mas, nas quartas, não conseguiu segurar a sua posição e acabou perdendo a classificação por pouco. O Andrey estava ciente do nível da competição, chegou bem concentrado e apesar de ser novo, ele tem uma vocação para esse esporte que até me assusta", brinca Toledo.

A experiência que Andrey trouxe da França já está sendo usada como motivação para o restante da temporada no Brasil. "Assim que voltamos, ele já afirmou que iria treinar firme para conquistar o Pan-Americano, em setembro", pontua.


Galeria de Fotos


Notícias relevantes: