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Da batalha contra o peso à superação de desafios esportivos

Thiago Batista | 01/03/2020 | 07:00

A vida é movida a desafios. Joyce Chiquini, Roberto Itimura e Gabriela Richetti gostam de derrubar barreiras através da atividade física, primeiro para perder peso e depois para superar suas próprias marcas pessoais.

Gabriela Richetti deixou de ter uma vida sedentária quando nasceu o seu segundo filho, em 2014. Devido a duas gestações, ela não conseguia emagrecer e foi no esporte que encontrou o caminho que precisava.

“Eu falo que os filhos saíram e os quilos ficaram. Fiquei bem pesada e não conseguia diminuir. Eu me sentia muito cansada, com estafa e me sentia indisposta por conta do peso. Com duas crianças pequenas não podia me dar esse luxo”, disse a vendedora, atualmente com 40 anos.

Quando começou a atividade física, pesava 83 kg e o início foi com caminhada, depois trote e agora com corrida. Atualmente está com 58 kg. O que era para virar apenas uma simples atividade física, virou paixão, pois somente no ano passado ela participou de 35 corridas.

“Eu falo que foi um abuso o que eu fiz no ano passado, mas quando me inscrevo em prova me lembro da vida que tive lá atrás. Quando tenho um objetivo, ele me impulsiona para continuar ativa”, diz. E sua meta neste ano é baixar o seu recorde pessoal na maratona. “Em setembro eu participo de uma prova em que espero reduzir o tempo, pois desejo fazer abaixo de quatro horas. E ainda sonho em participar, como a maioria dos corredores de maratona, das ‘Majors’”, conta. As grandes provas são Londres, Berlim, Chicago, Nova Iorque e Tóquio.

Nem fratura impede
Joyce Chiquini, de 42 anos, atualmente está com lesão no punho devido a uma queda que sofreu em um treinamento que realizava no Parque da Cidade. Faz cinco anos que ela está praticando atividades físicas, e mesmo sem aproveitamento 100%, dá um jeito para não deixar o corpo inteiramente parado.

“Agora eu faço pilates, treinamento funcional com perna e faço caminhadas e bicicleta parada entre 40 e 60 min na academia. Está sendo um desafio mais mental do que físico, pois quando você começa a fazer atividade física é uma transformação na sua vida e sente falta quando fica parado. Eu estou muito ansiosa”, afirma.

Ela superou os desafios, quando seu marido, Marcelo Alexandre Catuzzo, foi demitido do trabalho. Foi ali que eles decidiram perder peso juntos – ele estava com 115 quilos e ela com 90. Ela lembra que no início tinha dificuldades até de correr os 100 metros rasos na pista do Bolão, onde diariamente costuma treinar. “Depois começamos a dar uma volta na pista do Bolão, depois duas voltas até que conseguimos fazer quatro quilômetros sem precisar andar”, diz a arquiteta.

Atualmente ela está com 65 kg, mas chegou a pesar 62 no último ano. Quando voltar a estar 100% fisicamente, ainda em março, Joyce tem novos desafios estabelecidos.

“Esse ano quero fazer mais uma maratona e desde 2018 estou ingressando no triatlo, pois me apaixonei na natação, que comecei para aliviar a minha musculatura após treinos para maratona, com inspiração em Fernanda Keller.Além disso, adoreis as aulas do Sesc”, conclui.

Ela ainda deseja participar na sua vida da prova do Iron Man – 70,3 milhas (1,9 km de natação, 90 km de ciclismo e 21,1 km de corrida).

Coração fez ir as pistas
Um problema cardíaco em 2008 fez Roberto Itimura realizar atividades físicas. Pesando 117 quilos na época, ele foi recomendado pelo seu médico a fazer caminhadas e ali iniciou um verdadeiro caso de amor.

“Tudo começa com quilometragem mais curta, eu levei um ano para ir na rua, pois ficava apenas na esteira. Quando fui para rua comecei com 10 km e depois aumentei e não parei mais”, diz o coordenador de almoxarifado, de 58 anos.

Sua maior loucura aconteceu em janeiro quando foi até a Disney participar do Desafio do Dunga. Mesmo contra recomendação médica, participou de quatro provas em dias seguidos: 5 km na quinta, 10k m na sexta-feira, 21 km no sábado e a maratona no domingo. “Ainda descansei na segunda-feira e fui para Bahamas na terça-feira correr duas provas de 5 km, uma às 7h e outra às 9h”, lembra.

Para aguentar uma sequência desgastante de provas, ele tem o seu segredo. “Importante não é fazer velocidade e sim saber o limite do seu corpo e trotar. O melhor caminho é o trote, pois é um pouco mais rápido que a caminhada e mais lento que correr, e dá para conversar e fazer amizades”, conta.

Com mais de 570 medalhas na sua residência, das mais diversas corridas que participou, ele já desafia os seus amigos para o acompanharem no mesmo desafio em 2023. Muito antes, no dia 22 de março, ocorre mais uma edição da corrida em que Roberto Itimura é homenageado. Ele agradece todo carinho que recebe dos amigos corredores e não aceita dinheiro para ele.

Essa prova não visa lucro para mim e deixei bem claro para organização que reverto o dinheiro para uma instituição, neste ano vai ser a Associação Clube dos Surdos de Jundiaí”, finaliza.


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