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A Copa dos atacantes

| 15/05/2014 | 18:00

Já comentei aqui na coluna que, tecnicamente, a Copa do Mundo do Brasil deve ser a mais equilibrada, com ao menos 12 seleções em condições de brigar pelo título. Outro fator, esse tão ou mais importante para quem gosta de futebol, é que o Mundial finalmente deve ser o do ataque, dos gols. Pelo menos é o que mostram os números da temporada europeia. 

Todas essas seleções no grupo das favoritas contam com goleadores. Hoje, os dois principais campeonatos de futebol do mundo são o Inglês e o Espanhol. E os cinco líderes da artilharia estarão na Copa. Da Premier League, virão Luis Suárez (Uruguai), 31 gol pelo Liverpool; Daniel Sturridge (Inglaterra), 22 gols pelo Liverpool; Yaya Touré (Costa do Marfim), 19 gols pelo Manchester United; Sergio Aguero (Argentina), 18 gols pelo Manchester City e Wayne Rooney (Inglaterrra), 17 gols pelo Manchester United.

Do Campeonato Espanhol, faltando ainda uma rodada, teremos Cristiano Ronaldo (Portugal), 31 gols pelo Real Madrid; Lionel Messi (Argentina), 28 gols pelo Barcelona; Diego Costa (Espanha), 28 gols pelo Atlético de Madrid; Alexis Sánchez (México), 18 gols pelo Barcelona e Karim Benzema (França), 17 gols pelo Real Madrid.

Assim, somente nessa relação, temos dez candidatos à artilharia da Copa. E ainda podemos colocar rapidamente mais cinco nomes. Fred e Neymar, pelo Brasil; Edinson Cavani (17 gols no Campeonato Francês, pelo Paris Saint-Germain), pelo Uruguai; Klose, da Alemanha, que tem 14 gols em Mundiais e pode igualar ou superar o recorde de 15 de Ronaldo Fenômeno; e Mario Balotelli, da Itália.

E, claro, sempre há aquelas seleções “menores”, nas quais penas um atleta acaba centralizando a maior parte dos gols, que pode surgir e surpreender. O lado bom é que, como teremos também meias em grande fase técnica, a tarefa dos atacantes pode ser “facilitada”. Vamos torcer que essa expectativa torne-se realidade nos gramados.

105 anos do Paulista

O Paulista Futebol Clube completa no sábado105 anos. Novamente, como vivenciou em muitos outros períodos, tentando renascer. Atualmente, está fora do cenário nacional e, também, infelizmente, da elite do futebol estadual, tendo de disputar a Série A2 em 2015.

Um cenário que nem o maior dos pessimistas imaginaria há dez anos, em 2004, quando o Galo tinha sido vice-campeão paulista, disputava a Série B do Brasileiro e um ano depois conquistaria o maior título da história, o da Copa do Brasil de 2005. Por sinal, é esse passado que merece ser lembrado, mas sem esquecer que, se o presente não sofrer mudanças drásticas, ficaremos apenas com as imagens de um tempo vitorioso.

E para relembrar esses momentos únicos, a TVE faz uma homenagem e passará na íntegra alguns dos jogos inesquecíveis do Galo. Em alguns deles, felizmente, eu estava no estádio como testemunha. 

O arquivo da TVE contém material histórico do Paulista. Além dos momentos captados pela emissora nos 17 anos de existência, recentemente houve uma grande doação feita pelo cinegrafista e proprietário de produtora de vídeo, Antônio Gallo Neto. A programação será a seguinte:

SÁBADO
A partir das 12h – Paulista x Paraguaçuense (Campanha do título da Série A2 do Paulista-2001); Paulista x Atlético Sorocaba (Campanha de acesso à Série A2 do Paulista-1995) e Paulista x Palmeiras (semifinal do Paulistão-2004).

DOMINGO
A partir das 12h – Paulista x Corinthians (Final da Copa São Paulo de Futebol Júnior-1997); Paulista x Atlético Goianiense (Campanha do título do Campeonato Brasileiro da Série C-2001) e Paulista x Fluminense (Final da Copa do Brasil-2005).

A escolha dessas partidas foi muito boa. Da relação, só não assisti a Paulista x Atlético-GO. Ouvi pelo rádio. Particularmente, faria um terceiro dia e incluiria alguns outros jogos. Ao menos três: os 2 a 1 diante do River Plate pela Libertadores de 2006; os 3 a 1 sobre o Cruzeiro no primeiro confronto da semifinal da Copa do Brasil de 2005; os 9 a 0 no Paysandu na Série B de 2006, todos disputados no Jayme Cintra.

Domínio espanhol

Pelo menos nas competições de clubes, a Espanha dominou o futebol europeu nesta temporada. Real Madrid e Atlético de Madrid farão a final da Liga dos Campeões no próximo dia 24, em Lisboa. Já pela Liga Europa, o título ficou com o Sevilla, que bateu o Benfica por 4 a 2 nos pênaltis após empate por 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação.

Isso pode refletir na Copa do Mundo? As equipes, na verdade, são uma mescla de atletas de diversas nacionalidades, por isso apenas psicologicamente pode deixar os espanhóis ainda mais fortes. Por outro lado, o Brasil está fora da Copa Libertadores. Uma campanha pífia.

No começo da competição, acreditava que o domínio seria total, mas os times foram sendo eliminados um a um. Uma vergonha. Porém, como na Europa o domínio espanhol terá poucos reflexos na Copa, o fiasco brasileiro entra no mesmo quadro.

Um ambiente ruim
O caso Flamengo, Jayme de Almeida e Ney Franco exemplifica bem o futebol brasileiro. Dirigentes que entram no esporte com discurso de um trabalho diferente, de um gerenciamento como empresa. E agem como qualquer cartola dos mais tradicionais.

Treinadores que ficam no discurso do respeito à profissão e da continuidade do trabalho, mas que quando surge oportunidades, pensa apenas no lado dele. E outros profissionais que acabam sendo demitidos depois que o substituto já foi contratado e acabam sendo avisados pela imprensa. Não tem como defender nenhuma das partes.

Todos os envolvidos têm culpa. E situações como essa ocorreram em diversos clubes recentemente, até no São Paulo, que também tem o discurso de ser diferente. No futebol, todos são iguais. E isso faz o ambiente ruim.


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