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Amigos lamentam a morte de Antônio Tadeu Pavanelli

Thiago Batista | 18/01/2020 | 05:00

A sexta-feira (17) foi de luto para o futsal jundiaiense: no dia anterior, o esporte perdeu um dos seus grandes ‘salonistas’. Antônio Tadeu Pavanelli, faleceu aos 66 anos, após estar internado em um hospital na cidade. Uma vida toda dedica à bola pesada, começando como goleiro, e terminando como árbitro, sempre com muita grandeza.

Fiel escudeiro por 40 anos, o atual presidente da Liga Jundiaiense de Futsal, João Ernesto Chiorlin – o Ernestinho – estava bastante emocionado ao falar do amigo. “Era como se fosse um irmão para mim. Amigo de pescaria e de família. Ele era uma pessoa fabulosa”, conta.

Ernestinho e Pavanelli jogaram juntos no futsal e futebol de campo nos anos 70 no Comercial, onde foram campeões nas duas modalidades. “Daquele time de 11, sete jogavam também no salão. Ele foi um dos grandes goleiros da história do futsal da cidade”, detalha.

O atual presidente da Liga conta que Pavanelli sempre tinha um bom humor. “Você dava risada com ele até o fígado. Ele era gozador e brincava com todos. O que pudesse fazer piada ele fazia. E nunca, em todo esse tempo de amizade presenciei uma briga dele, nenhuma”, detalha.

Presidente da Liga Jundiaiense de Futsal por 20 anos, José Antônio Kachan lembra da amizade que tinha com ele desde quando eram crianças. “Nós crescemos juntos na Vila Arens e sempre jogávamos bola nos ‘rapadões’. Ele gostava muito de ser goleiro e, para mim, foi um dos cinco melhores da cidade”, conta.

Kachan lembra que o amigo sempre atendia as convocações para seleção da cidade.
“A gente disputava o Troféu Piratinga da Liga Jundiaiense e ele sempre era chamado. Sempre representou a cidade e nosso time foi campeão”, lembra.

Outro amigo de longa data é Norival José da Silva. Eles jogaram juntos na Cosmar e seleção da cidade entre 1976 e 1980. “Ele era um atleta super participativo e comprometido com o grupo. Ele e o Tadei eram os melhores”, conta.

Jornalistas lembram
Quem acompanhou tudo de perto da carreira de Pavanelli foi o jornalista da Difusora, Jamilson Tonoli. Ele conta que, desde criança, acompanhava o futebol amador em Jundiaí e o viu jogar no grande time do Comercial.

“Considero aquele nosso time um dos melhores, senão o melhor que vi atuar, ao lado de Laércio, Baitú, Formiga, Alcir, Divanir, Aguiar, Manfrotti, Becatti, Chiquinão, Ernestinho. Sempre considerei Pavanelli e Tadei os dois melhores goleiros que vi atuar no futebol amador de Jundiaí”, conta.

“E no futebol de salão não foi diferente: me recordo dele no célebre time da Morando, ao lado de Zé Mika, Serginho Chagas, Dinei, Bita, Edu Ramos, Tigrão, Mixirica, Chiquinho. Foi um monstro, sem dúvida”, completa.

Adilson Freddo, da Rádio Difusora, também comenta que Pavanelli foi um dos grandes camisa 1 na história da cidade. “Nós estivemos juntos na Cosmar, em 1975: ele jogava no time principal, e eu no juvenil. Sempre viajávamos juntos. Os mais novos faziam a partida preliminar, e o time principal jogava depois, Era o Campeonato Paulista de futsal. Sempre brincalhão, e pegava muito”, conta.

Carreira como árbitro é lembrada

Depois da carreira encerrada como goleiro, Antônio Tadeu Pavanelli continuou bastante ativo nas quadras, só que em outra função, como árbitro. Entre os anos 1990 e 2010 foi um dos principais ‘apitadores’ na cidade, comandando grandes jogos de torneios na cidade.

Laércio José da Silva, atualmente árbitro da Liga, lembra que o ‘amigo’ por 15 anos foi diretor de arbitragem da entidade municipal. “Foi um exemplo como profissional e nas quadras. Ele vai deixar um grande vácuo no meio esportivo da nossa região”.

Andrezinho, atual treinador do N10, conheceu Pavanelli ainda como treinador. “Eu quando novo, gostava de saber histórias de quem era mais velho na época e era bom jogador. Mas ele tinha boas equipes, sempre montava sua categoria e fazia bom trabalho. Eu o enfrentei muito no clássico da cidade entre São João e Clube Jundiaiense”, lembra.

“Como árbitro ele fez poucos jogos meus e sempre respeitei ele, pois é difícil, mas e o carinho nunca mudou e nunca tive desavença com ele”, completa.

 


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