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Aos 12 anos, carateca jundiaiense é da seleção brasileira e vai disputar sul-americano no Equador

FELIPE TOREZIM - ftorezim@jj.com.br | 15/03/2018 | 10:56

Com apenas 12 anos, o carateca jundiaiense Gabriel Danor Flores da Costa está integrado à Seleção Brasileira de Caratê e a partir do dia 23 de abril já disputa o Campeonato Sul-Americano, em Guayaquil, no Equador. O atleta assegurou a vaga na categoria 12 – 13 anos, até 40 quilos, após disputar uma seletiva na Paraíba e superar dois oponentes. Nesta classificatória, Gabriel revelou que alcançou o resultado positivo, em virtude de um trabalho intenso de treinamentos. “Fiquei muito feliz com o desempenho e a conquista foi fruto de muita dedicação”, conta o atleta. Treinado pela sensei Cristina Figueiredo, Gabriel destacou que está honrado pela oportunidade em defender o Brasil. “Nesta competição tenho ciência do grau de dificuldade, mas espero representar muito bem o meu País.”

Por sua vez, Cristina Figueiredo destacou os últimos detalhes sobre a preparação do atleta antes da competição. “Neste momento estamos trabalhando algumas questões para aperfeiçoar o seu rendimento, como a parte física, através de acompanhamento com nutricionista e por isso todo o foco está direcionado para as lutas.” A delegação do Brasil será representada por 148 competidores e cada categoria contará com dois atletas. “Eles serão comandados pelo técnico Ulisses Máximo e a data da programação de apresentação do grupo ainda não foi divulgada. Além disso, o Gabriel terá que seguir uma espécie de cartilha com foco em treino, informações sobre doping e outros itens”, lembra Cristiane.
O embarque será dia 20 de abril no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

PREOCUPAÇÃO
Embora toda confiança esteja presente nas palavras de Gabriel, uma preocupação está bem evidente por parte de sua mãe, a professora Tatiana Flores, que ressalta a dificuldade financeira para arcar os custos da viagem e acompanhar o filho. “O único que está garantido para ir ao Equador é o Gabriel. Eu estou vendendo pizzas e buscando apoio em estabelecimentos comerciais para tentar pagar a minha passagem aérea e também da sensei Cristina Figueiredo. Além disso, tenho que batalhar para pagar a hospedagem, a alimentação e os equipamentos. Estimo que o valor necessário para a viagem gira em torno de R$ 5 mil”, comenta a mãe.


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