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Beach tennis é a sensação entre as mulheres da cidade

Thiago Batista | 23/02/2020 | 14:00

Nada melhor que sentir o gosto de estar na praia praticando um esporte, mesmo que não ouça os movimentos e a brisa do mar: as mulheres na região estão tomando cada vez mais gosto pelo beach tennis. No Tênis Clube, entre todas as modalidades oferecidas, o esporte que mistura tênis e vôlei na praia tem mais sócias do que sócios.

O professor Rogério Tomin, de 52 anos , destaca que a modalidade ajuda a definir melhor algumas partes do corpo. “O contato com a areia faz as mulheres gostarem do esporte. Ele também fortalece a parte inferior do corpo, especialmente os glúteos: quem pratica queima 800 calorias por hora”, diz Rogério, que já foi campeão paulista e brasileiro na modalidade.

Para ele, a região de Campinas e Jundiaí está ganhando cada vez mais adeptos, com quase o mesmo número de praticantes em relação ao berço da modalidade – o litoral. “É um esporte nascido na praia e o pessoal do interior tem difícil acesso, mas estão aparecendo muitos ‘points’ na região de Campinas com número de praticantes quase equiparado a Santos e Rio de Janeiro, onde nasceu a modalidade”, afirma.

O treinador do Tênis Clube defende que a modalidade é bastante divertida e que todos podem aprender a jogar de forma rápida. “É de fácil aprendizado em relação à técnica e qualquer forma que se bata na bola na raquete e passe a rede está valendo”, completa.

Ex-jogadora de tênis, a arquiteta Silvia Shinzato, de 39 anos, voltou a praticar esportes há dois anos com o beach tennis e não largou mais. “Joguei tênis na infância e parei depois de ter minhas filhas. Mas quando meus amigos começaram a jogar o novo esporte eu me interessei”, diz. Para ela a modalidade é perfeita para trazer a família. “O esporte me atrai. Tem todo um outro astral, da areia da praia e também a interação com o grupo de amigos”, completa.

O crescimento da modalidade está sendo importante no Tênis Clube. Para a diretora de esportes, Flávia Saad, o beach tennis caiu no gosto das mulheres. “Nos outros esportes o público masculino supera, mas o ‘beach’ é um esporte fácil de se aprender”, detalha. “É também muito social, onde a gente joga, depois todos se reúnem para conversar e tem até música durante os jogos e treinos”, completa.

Quem acompanha uma partida do beach tennis nota algumas técnicas parecidas com o vôlei, especialmente o de areia. Quem confirma é Marina Raymundo, de 38 anos, que iniciou no esporte bloqueando dentro das quadras – onde defendeu a equipe de Jundiaí no fim dos anos 90 e hoje faz saques certeiros nas areias com uma raquete nas mãos. “Tem bastante semelhança, especialmente noção de quadra, de tempo de bola, velocidade de reação, e o golpe do smash é bem parecido.”

Ela começou a jogar após amigas adeririam à modalidade e acredita que logo estará presente no programa de esportes olímpicos. “Tem tudo para estar presente na Olimpíada, como o vôlei de praia que demorou um tempo. Não deve demorar muito”, completa.

ORIGEM 
O beach tennis foi criado em meados de 1987 na província de Ravennana, na Itália. Em 1996 o esporte começou a se profissionalizar. A modalidade chegou ao Brasil em 2008 no estado do Rio de Janeiro. Desde então, o beach tennis vem crescendo rapidamente para outras cidades litorâneas brasileiras. Ganhou popularidade, inclusive, nas cidades não praianas, como Belo Horizonte, Brasília e Araraquara, Campinas e agora Jundiaí. Na cidade, clubes e academias de tênis oferecem espaço para a modalidade. As aulas, em média, custam R$ 160 por mês.


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