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Beisebol com o capitão da seleção

| 25/09/2014 | 22:15

Centenas de pessoas, entre elas cerca de 160 alunos de escolas públicas de Jundiaí, participaram nesta quinta-feira (25) de um evento criado pelo Serviço Social do Comércio (Sesc), em parceria com o Ministério do Esporte, que incentivou a prática do beisebol. Meninos e meninas presentes à área gramada no meio da pista de atletismo do Bolão, no Anhangabaú, se divertiram batendo bolas e ouvindo dicas do rebatedor e capitão da seleção brasileira, Jean Tomé, de 27 anos.

Os estudantes foram beneficiados pelo projeto da prefeitura “Torcendo por Jundiaí”, que já levou adolescentes dos bairros mais distantes da região central a interagir com grandes nomes de diferentes esportes. Sendo o beisebol uma modalidade pouco praticada e conhecida pela maioria dos brasileiros, a curiosidade foi grande. A garotada não queria deixar de arriscar tacadas e conversar com Jean, que veio de Atibaia. Ele integra a seleção nacional há 11 anos. “Sei da pouca informação que estes jovens têm sobre o beisebol, até porque o Brasil é o país do futebol”, disse o atleta do Atibaia Baseball Club, que no final da década passada atuou pelo Seattle Mariners, dos Estados Unidos.

O capitão contou ainda que a modalidade vem crescendo e espera que iniciativas como essa, feitas regularmente por todo o País, possam atrair mais praticantes. “Da quantidade podemos tirar qualidade. Quando comecei, era um dos quatro ou cinco não descendentes de japoneses do grupo da qual fazia parte, mas este quadro já mudou bastante. Quanto à qualidade, nossa seleção era, até pouco tempo atrás, a 19ª do mundo, mas hoje é a 15ª. No Mundial de Beisebol do Japão, no ano passado, fizemos um grande jogo contra os donos da casa. Vencíamos por 3 a 2, para espanto da torcida, mas no final os japoneses ganharam por 5 a 3”, contou.

Segundo Marcelo Paulino de Souza, monitor do Sesc Campinas, o beisebol foi escolhido para este evento no Bolão realmente por ser pouco difundido. “Em Campinas, por exemplo, os participantes tiveram contato com o rúgbi e artes marciais. Quanto maior o leque de opções, melhor para a garotada.”

Quem também estava no Bolão se exercitando ou treinando fez questão de acompanhar de perto o evento no meio da pista de atletismo e até arriscar uma tacada. Participaram da “brincadeira” jogadoras do Jundiaí Handebol Clube (JHC), do time de vôlei feminino e até cadeirantes do Programa de Esportes e Atividades Motoras Adaptadas (Peama).

“Gostei do beisebol. Talvez eu me interesse em praticá-lo”, disse Carollina dos Santos Caetano, aluna de uma escola do bairro do Varjão, que treina ginástica rítmica e artística. “Jogo tênis e só tinha ouvido falar (do beisebol). Se tivesse mais tempo livre, jogaria beisebol também”, afirmou o jovem Gustavo Muhlegger, de 14 anos.

Lucas Oliveira Santana, de 13 anos, era uma das crianças do programa ‘Torcendo por Jundiaí’. Morador do Jardim Novo Horizonte, é frequentador do Centro Esportivo José De Marchi e gostou da modalidade. “É bem difícil”, disse ao tentar rebater uma bolinha.

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