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Carlão comemora o acesso no Capivariano

| 07/05/2014 | 10:46

O atacante Carlão, de 21 anos, é pura alegria. Afinal, ele comemora no Capivariano o acesso à elite do futebol paulista, com duas rodadas de antecedência. É a primeira vez que o clube com 95 anos de história chega à Série A1 do Estadual.

Em 2013, o modesto Capivariano só não havia conquistado a vaga porque perdeu a disputa no saldo de gols para o Comercial, que jogou o Paulistão neste ano e caiu novamente para a Série A2. A alegria do atacante, porém, contrasta com a tristeza em ver o Paulista rebaixado, clube onde chegou aos 13 anos de idade, em 2005, para realizar o sonho de ser jogador de futebol.

“Cheguei em dezembro e o time tinha acabado de ser campeão da Copa do Brasil”, recorda. “Eu queria ter ajudado mais o Paulista no Estadual. Mas acredito que nas oportunidades que tive para jogar, fiz o melhor”, diz Carlão, que disputou o último jogo com a camisa tricolor na derrota para o Atlético Sorocaba por 3 a 2, na 10ª rodada da primeira fase da Série A1.

Ele, que vinha sendo pouco utilizado no Galo, marcou um dos gols da partida. Se nesse domingo diante do Sorocaba ele estava jogando para tentar livrar o Paulista do rebaixamento, na quarta-feira seguinte brigava para conquistar o acesso com o Capivariano.

“Eles (Capivariano) queriam me levar desde quando começou a pré-temporada em Jundiaí. Mas então a diretoria e o Giba disseram que iam me usar no campeonato. Depois, viram que eu não vinha jogando (no Galo) e ficaram insistindo até que a diretoria decidiu me liberar naquela mudança toda que teve no Jayme Cintra”, explica.

Segundo o atacante, a vontade era mesmo de trocar o Paulista pelo Capivariano. “Eu estava vivendo a mesma situação que já tinha vivenciado no clube. Não era tão aproveitado. Mais ou menos, o que ocorreu em 2011 na Copa Paulista. Eu não jogava e na final acabei entrando e fazendo o gol do título. Me veio tudo aquilo na cabeça e achei que o melhor seria sair”, afirma.

Carlão argumenta que, neste ano, as situação esteve diferente no Jayme Cintra. “Tenho muito respeito pela diretoria do Paulista, mas nos outros Estaduais sempre havia uma mescla de jogadores jovens da base com os mais experientes e contratados. Este ano, isso não aconteceu”, diz. No início do Estadual, o atacante fazia parte do terceiro time do Galo, que treinava atrás do gol, junto com os garotos que terminaram o Paulistão como titulares.

“Quando você já está no segundo time, quer ir para o primeiro. Imagina então ficar treinando atrás do gol? Jogador quer jogar, independentemente do clube e da divisão.” O clima tenso por causa da queda anunciada do Galo, Carlão deixou para trás. Agora, pensa em ajudar o time de Capivari a conquistar o título da Série A2, que pode vir, também de forma antecipada, já neste sábado, contra o Velo Clube, em Rio Claro.

A partida começa às 10h. Se o Capivariano vencer, será campeão da A2 e conquistará ainda a vaga para a Copa do Brasil de 2015. Depois, a equipe terá mais um jogo, contra o Itapirense, em Capivari.

“Sai de um time que estava há dez rodadas sem vencer para chegar em um clube invicto e brigando para subir. O clima era totalmente diferente. Acho que o acesso já estava encaminhado desde o ano passado, quando o Capivariano não subiu por pouco. É muito legal ver a cidade (cerca de 49 mil habitantes) tão envolvida. Quando voltamos de Campinas (onde o time bateu o Guarani por 2 a 1), a cidade parou”, diz o atacante, que já foi campeão com o Galo da Copa Paulista em 2010 e 2011 e campeão alagoano com o CRB, em 2013.


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