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Da Vila Hortolândia para o campeonato mundial de muay thai

MUAY THAI THIAGO LIMA
Crédito: Reprodução/Internet
O lutador de muay thai Thiago Lima pela segunda vez se consagrou campeão mundial na modalidade no ano passado. O jundiaiense de 28 anos é bastante reconhecido na Tailândia, um dos grandes berços da modalidade. “Ser reconhecido por algo que você luta diariamente é muito bom, principalmente lá”, conta o atleta, que coleciona além dois cinturões de campeão mundial, inúmeros troféus e medalhas em sua residência na Vila Hortolândia. Lima enaltece que a modalidade cada vez mais conquista o carinho dos brasileiros. “Aqui está ainda encaminhando e hoje em dia está muito mais reconhecido do que antes, estão fazendo grandes eventos no Brasil, temos grandes atletas que lutam tanto aqui quanto fora, e isso pro país é ótimo”, comenta. Thiago Lima começou na modalidade aos 19 anos e sempre foi um apaixonado pelas artes marciais.  “Sempre gostei de lutas, mas apenas como um espectador. Quando fiz a primeira aula, eu só conseguia pensar naquilo, no treino, em melhorar, em aprender, e graças a Deus hoje virou a minha profissão e ganha-pão”, lembra. Quando está em combate, Thiago prefere quase sempre ser agressivo para vencer os seus oponentes. “Eu gosto de usar mais meus chutes e também os cotovelos. Sou um lutador que procura sempre atacar”, diz. O jundiaiense terá uma luta no próximo mês, no Brasil, contra adversário ainda ser definido. A boa fase ele reconhece que somente ocorre devido aos treinamentos de Paulo Nikolai. “Ele é um grande mestre e me ajuda bastante nos treinos. Ainda me dá conselhos, e cuida da minha carreira no MMA (artes marciais mistas) e muay-thai”, diz o atleta de Jundiaí, que faz parte de duas equipes - Team Nikolai Brasil, com sede em Campinas, e a Checkmat jiu-jítsu, em Jundiaí. Lima também participa de lutas no MMA e com cartel positivo. Fez sete lutas e venceu todas (duas amadoras e cinco profissionais). “Estou também treinando para voltar as artes marciais mistas. Esse ano quero também me dedicar a carreira no MMA, pois eu desejo ter um futuro nesta modalidade”, declara. Thiago Lima conquistou dois títulos. O primeiro foi na temporada de 2018 e foi contra um italiano. No ano passado, a conquista foi sobre um alemão. Ambos foram na categoria até 75kg. Sobre a sensação de ser o melhor atleta do mundo na sua categoria, o jundiaiense afirma que jamais imaginou vencer pelo menos uma vez. “Quando fui pela segunda vez e venci, fiquei muito feliz, pois fiz uma luta difícil e de superação”, afirma. Tatuagem Nos tempos em que o muay thai surgiu na Tailândia, os monges budistas tinham a tradição de tatuar o corpo para se ter a proteção divina, e com isso também acreditam que têm a capacidade de conseguir a admiração dos adversários. Esta tradição também existe no Brasil, a grande maioria dos lutadores tem tatuagens pelo corpo. Thiago Lima tem tatuagens no seu corpo, mas não são por causa do esporte que tanto ama. “Todas as minhas tatuagens são apenas gostos. Tenho uma na nuca que fiz na Tailândia”, conta.[/TEXTO] Boxe tailandês O muay thai é conhecido também como boxe tailandês, onde nasceu a sua origem. A modalidade existe há mais de mil anos e é conhecida como "a arte das oito armas", pois se caracteriza pelo uso combinado de punhos, cotovelos, joelhos, canelas e pés, estando associada a uma boa preparação física que a torna uma luta de contato bastante eficiente.[4] Até os anos 30, os tailandeses lutavam em qualquer pedaço de chão – como os brasileiros jogam bola até na sala de casa. As roupas eram bem diferentes: lutava-se descalço e com cordas amarradas às mãos e aos antebraços. Já no Brasil a modalidade chegou no ano de 1979. Em 1980 foi inaugurado a primeira associação e no ano de 1981 foi disputado o primeiro campeonato entre Rio de Janeiro e o Paraná.

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