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Debinha é promessa de craque da geração do Brasil pós-Marta

FOLHAPRESS | 23/06/2019 | 11:00

Com Debinha, 27, a atacante que desponta como a craque da geração que sucederá a de Marta, Cristiane e Formiga na seleção brasileira, os diminutivos acabam no apelido decorrente da altura modesta: 1,58 m.

Em sua primeira Copa, ela tem dado amostras da envergadura de seu futebol a todo momento. Dribla, acelera jogadas, faz infiltrações pelas laterais que não raro desnorteiam as zagueiras adversárias. O misto de habilidade e velocidade remete à característica de Ronaldinho, um de seus ídolos e, porque não, ao perfil de outro modelo para esta mineira de Brazópolis, o piloto Ayrton Senna (1960-1994).

Com esses trunfos, ela espera poder pesar no jogo do Brasil contra a França, neste domingo (23), às 14h, pelas oitavas de final do Mundial, e começar a reverter um retrospecto amplamente favorável para as europeias. Em sete embates até hoje, houve três vitórias francesas e quatro empates.

Do último encontro, em novembro passado, as agora anfitriãs saíram com um placar favorável de 3 a 1. Debinha reconhece as qualidades das oponentes, mas não se intimida. Quem a viu cruzar com precisão para Cristiane ampliar a momentânea vantagem do time contra a Austrália, na segunda rodada, ou suspirou com seu quase gol de letra diante da Itália já percebeu que inibidas ficam as rivais.

A França vive uma lua de mel com a torcida. Após a estreia com goleada por 4 a 0 sobre a Coreia do Sul, revistas e jornais locais dedicaram amplo espaço à seleção feminina.

A Federação Francesa de Futebol aposta no sucesso do time para impulsionar ainda mais o futebol feminino. Às vésperas do torneio, o presidente da entidade foi taxativo, em entrevista ao jornal Le Parisien: “Disse à Corinne [TÉCNICA]e às meninas que temos de chegar à final”.

O fato de jogar em casa e a boa fase do time masculino, campeão mundial em 2018, aumentam a pressão sobre o grupo liderado pela zagueira Wendie Renard, 28, hexacampeã europeia com o Lyon.

Apesar do status de esteio da equipe, ela não é infalível. Fez gol contra na partida diante da Noruega que quase complica a classificação francesa e perdeu um pênalti na fraca apresentação contra a Nigéria.

No ataque, a estrela é Eugénie Le Sommer, 30, outro nome do Lyon e segunda maior artilheira da história da equipe, com quase 80 gols. As mais jovens Cascarino, 22, e Diani, 24, também demandarão atenção da defesa brasileira.

Imagem reprodução


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