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Esgrima é um “jogo” sempre com lealdade e respeito ao rival

THIAGO BATISTA | 12/01/2020 | 16:15

A esgrima é uma modalidade que está classificado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) como esporte de luta, só que não gosta de ser chamado desta maneira ou como combate. É um jogo, pois em um disputa entre duas pessoas, e sempre há um ganhador e um perdedor (não há empate).

E vem crescendo no país, e observadores estão a procura de talentos. Os irmãos Ivan e Ricardo Salles nesta semana estão ensinando a história e como se difundiu a modalidade para garotada em Jundiaí, e como também a prática da esgrima e as boas regras que o esporte sempre exige com seu adversário.

“Nosso esporte envolve disciplina, lealdade e respeito. É obrigação dar a mão ao adversário após a disputa, e também saudar o público e o árbitro antes do jogo”, explica Ricardo Salles em cada clínica ao público presente no Sesc.

O leitor pode estranhar a palavra jogo e não luta para designar a disputa. Só que o termo na esgrima é este mesmo, como explica o próprio Ricardo.

“A expressão jogo de esgrima veio da ideia que um dos dois tem que ganhar. Na esgrima, a gente fala desta maneira porque não pode terminar em empate. Sempre alguém vai ganhar pontuado mais que o outro. Sempre um vai ganhar e o outro perder.”

A modalidade começou na época medieval, como treinamento nos grandes castelos. Os dois irmãos explicam que os treinos ocorriam nos corredores dos palácios, que medem 14 por 2 metros, exatamente o tamanho de uma ‘passagem’ de castelo.

“Após a descoberta da pólvora, a esgrima virou uma forma de demonstração da nobreza com a justa e mostrar destreza, agilidade e controle da arma branca. E esse espetáculo veio para as Olimpíadas e virou esporte”, conta Ricardo, de 33 anos.

Esporte para tímidos
Para treinar e jogar a esgrima, o atleta precisa estar bem equipado – tem que usar uma roupa especial e uma máscara. Ivan Salles, de 24 anos, enfatiza que o seu esporte pode ajudar os tímidos – aqueles que possuem medo de treinar ou competir sempre sendo visto por outras pessoas.

“É um esporte individual que somente depende de quem está jogando. Não é igual futebol que depende do colega para conseguir algo. E quem é muito tímido para qualquer esporte, quando coloca a máscara na esgrima acaba se soltando, pois sente que ninguém está o olhando”.
Outro ponto enfatizado pelos esgrimistas é que a modalidade exige mais da cabeça do que da força do corpo para conquistar a vitória.

“Eu digo que é o único esporte que ganha quem é o mais inteligente, não o mais forte. Apesar de ser um de esporte que está dentro da classificação dos esportes de combate junto com judô e boxe por exemplo, na esgrima precisa ter raciocínio rápido, pois em um segundo acontece varias tipos de ação. Também é preciso ter, tempo de reação e coordenação motora”, afirma Ricardo.

“O que diferencia a esgrima dos outros esportes, e enfrentar um cara alto e forte e eu ser miudinho e ganhar dele, porque a espada tem o mesmo tamanho e vence quem montar a melhor estratégia”, completa Ivan.

Talentos

Ivan e Ricardo Salles estão em Jundiaí para detectaram talentos na cidade. A clínica termina neste domingo. As últimas aulas serão no ginásio poliesportivo entre 14 e 18 horas.

No período, os irmãos já observaram gente que leva jeito para a esgrima.

“Nestes dias, um dos alunos que passou aqui e tem muito talento. Ele veio três dias aqui e se ele entrar para jogar com uma pessoa que treina a modalidade ele provavelmente iria ganhar”, contou Ricardo.

AULA DE ESGRIMA NO SESC


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