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Ex-zagueiro do Galo destaca sua evolução tática na Itália

PAULO BEHR FERRO | 08/10/2018 | 06:01

O zagueiro jundiaiense Fabrício Lucchini, de 18 anos, está realizando um grande sonho: atuar no futebol europeu. Ele deixou o Paulista em julho deste ano com destino ao Cittadella, da segunda divisão da Itália, e destaca sua evolução tática como atleta, seguindo a tendência do esporte no “País da Bota” de focar no sistema defensivo. “Aqui o futebol é muito diferente do que é praticado no Brasil. É um jogo muito mais estudado, mais tático, ainda mais para um defensor. Os italianos dão muita importância para a parte defensiva, por isso preciso me esforçar bastante para entender o modelo de jogo e o posicionamento deles”, contou, em entrevista concedida pelo WhatsApp.

Fabrício Nogueira Lucchini disse que seu empresário apontou a possibilidade de o jovem jogador ir para a Europa, o que não lhe fez pensar duas vezes. “Este é o sonho de todos que jogam futebol. Cheguei aqui no começo de março, voltei para o Brasil em junho e fiquei até julho, quando retornei para a Itália para começar a temporada. Aqui, o calendário é diferente, vai de agosto a maio”, lembrou.

Lucchini chegou ao Paulista com 13 anos e atuou na categoria sub-13 em 2013. Disse que começou no futsal no Clube Nacional, de Jundiaí, com seis anos (em 2007) e, ao fazer nove, foi para o Corinthians. “Depois fui para o Palmeiras em 2011, ainda no futebol de salão, e há cinco anos voltou para o Galo”, lembrou. “Sou mais de dar o primeiro combate, por conta também das minhas características físicas. Gosto do combate com os atacantes adversários”.

Fabrício foi para a Itália sozinho, sem ninguém da família, e afirmou que se sente muito bem no país europeu. “Adaptei-me rápido. Em relação ao idioma, já consigo falar bem, porém sinto falta um pouco da comida brasileira. Quanto ao clima, me acostumei também, apesar de não ser nada fácil jogar com baixas temperaturas”, destacou.

Paulista
O zagueiro acompanhou de perto a sequência de quedas do Paulista (três em quatro anos – de 2014 a 2017). “Quando cheguei, o Galo estava na Primeira Divisão e, quando saí, na última do Estadual. Senti na pele a sensação ruim de todos nós, jundiaienses, de ver o time nessa situação”, lamentou. “É triste. Em 2018, estava acompanhando e torcendo pelo Paulista daqui. Tenho amigos no clube e espero que o Paulista consiga voltar para o lugar que merece, que é entre os grandes times do estado de São Paulo”.

Para Lucchini, a solução para o Tricolor é um investidor que consiga resgatar o Paulista e, acima de tudo, trazer o público de volta para o estádio Dr. Jayme Cintra. “Afinal, somos mais de 400 mil habitantes (em Jundiaí). Com o apoio de todos, o clube pode voltar ser grande novamente”, finalizou.

6º na Série B
No Campeonato Italiano da Série B, o Cittadella é atualmente o sexto colocado, com 10 pontos, três a menos que o líder Verona. A equipe de Fabrício Lucchini atuou seis vezes na temporada, com três vitórias, um empate e duas derrotas. Marcou sete gols e sofreu três. No próximo dia 20, o Cittadella volta a campo enfrentando o Brescia em seu estádio, o Pier Cesare Tombolato, na cidade de mesmo nome do time, que em italiano é Associazione Sportiva Cittadella.

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