Esportes

Exercícios físicos no isolamento usam aplicativos e criatividade

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Crédito: Reprodução/Internet
A quarentena que ocorre de forma obrigatória desde a última terça-feira (24) em todo o estado de São Paulo mudou o hábito das pessoas. Sem ter como ir às academias, os adeptos aos exercícios físicos estão se adaptando à nova rotina. A proibição de atividades em grupos ao ar livre também favoreceu a criatividade. O jeito agora é fazer os exercícios dentro de casa e para isto opções não faltam. A analista contábil Janaína Marchi, de 40 anos, está se dividindo entre os trabalhos em uma empresa de aditivos para nutrição animal e os afazeres de casa. Em vez de ir até academia onde é aluna e realiza os seus treinos habituais, agora ela faz suas atividades na sala de sua casa utilizando um aplicativo. É por meio dele que uma professora dá as orientações. “Está sendo uma experiência um pouco diferente, pois a professora onde faço as atividades está passando treinos on-line através de um plataforma, mas nos acompanham durante a execução de cada exercício. Eu achei o método muito bom e com isto não preciso sair da minha residência, mas também não perco a rotina de treinos”, diz Janaína. Para se sentir confiante, ela conta com a ajuda da professora Gabrielle Calixto. “Antes da quarentena eu estava indo três vezes por semana na academia e agora tento manter esta programação, mas não descuido da minha alimentação e dos meus suplementos”, afirma a analista lembrando que não tem sentido perdas em sua capacidade física.   MUDANÇA NA ROTINA Se quem faz treinos diários para manter a saúde física e mental tem sentido falta dos exercícios, imagina quem precisa do corpo para seu trabalho. É o caso do treinador das categorias de base da equipe de futsal, William Martins, de 24 anos, que recebe acompanhamento do professor de educação física Raul Rodrigues durante a realização de exercícios em sua casa. Ele não quer perder a forma durante este período. “Acredito que treinando em casa é possível reduzir as perdas e voltar com mais facilidade quando passar a pandemia. O pouco que eu faço já é melhor do que nada”, comenta. O profissional de 24 anos lembra que a pessoa pode adaptar suas atividades com objetos que utiliza no dia a dia. “O mais interessante é que dentro de casa temos muitos objetos que podemos utilizar para treinar e nem percebemos, como baldes, cabos de vassoura, garrafas com água ou areia. Usando a criatividade é bem legal diante essa situação. O mais importante é manter o corpo sempre em movimento, independente do lugar”, finaliza. O educador físico Raul Rodrigues realiza as orientações e programa todas as atividades para os treinos improvisados, porém eficientes. “Aderindo a essa prática em casa, você se mantém fisicamente ativo e não fica exposto ao vírus”, orienta Raul.

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