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Falcão é treinador, dirigente e ‘paizão’ do semifinalista Jamaica

| 16/10/2014 | 22:53

Chegar a mais uma semifinal da elite do Campeonato Amador de Jundiaí, a terceira consecutiva, não basta para o tradicional Jamaica, do Jardim Tamoio. Campeão em 2012 (a única taça do clube) e vice no ano passado, perdendo a decisão para o Palmeiras do Medeiros, o time comandado pelo técnico Francisco Gomes, o “Falcão”, pensa grande. Pretende seguir jogando para frente e marcando gols, como reza a “vocação” desde que foi fundado, em 2001.

O bicampeonato é um “objeto de desejo” do Jamaica, mas todos na agremiação respeitam os rivais, a começar pelo Grêmio Vila Marlene, adversário deste domingo, às 8h30, no campo do CE Dal Santo, na Vila Rami. Logo depois, às 10h20, jogam Ponte Preta da Agapeama e Estrela da Ponte. A Rádio Difusora/Jovem Pan Sat (810 AM) transmite as semifinais.

E a história do time verde e amarelo se confunde com a o técnico. Na vida de Falcão (que está no clube desde 2005), não falta determinação, liderança, alegria e respeito ao próximo. Ele ganha a vida como padeiro há 40 anos. Acorda às 3h diariamente, volta ao Tamoio e, então, assume a função de diretor do Jamaica. É ainda pai de três filhos e avô de um neto, garantindo também arrumar tempo para a família.

Falcão lembra quando o Jamaica disputou a Liga até 2010 e do tempo em que atuava nos gramados. “Em 2011, nos classificamos para as quartas de final pela primeira vez, ajudados por uma boa condição financeira”, afirma. “Depois disso, chegamos à semifinal três vezes. Este ano, um de nossos segredos é a base mantida em relação a 2013. Prezo a vocação ofensiva do time, que segue leve, rápido e marcando gols”, diz. O treinador foi atleta no principal torneio da cidade entre 1977 e 1996, vestindo a camisa do Internacional, também do Jardim Tamoio. Parou por causa de uma fratura na perna. “Foi uma pena, pois a minha ida para o futebol profissional estava encaminhada”, recorda.

Sem guardar mágoas, o treinador acompanha futebol, fala com todos e tem grande carisma na cidade. Para muitos, é como um “paizão”. Quando aborda a disputa de domingo, faz questão de exigir respeito ao rival, mesmo tendo tirado o Grêmio Marlene do Amador em 2013, também na semifinal (3 a 2 e 2 a 0). “Temos sorte contra o Marlene e espero que ela não nos abandone. O Amador de 2014 está equilibrado como poucas vezes vi. Mantenho os pés no chão. Vamos jogar com inteligência, sem deixar de marcar e de atacar”, diz o técnico, de 53 anos.

Uma partida à parte – O goleiro Cléber, o meia Dinho e o zagueiro Gui formam a base do Jamaica que tentará chegar à final. Cléber revela uma expectativa das melhores em relação ao duelo de domingo. “A parada será bem difícil, mas estamos preparados. Este confronto significa uma partida à parte, pelo ‘peso’ das camisas. Nossa base é forte e todos estão confiantes que podemos nos classificar”, afirma o goleiro.


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