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Gol de zagueiro coloca França na final da Copa após 12 anos; Bélgica disputa 3º lugar

da folhapress | 10/07/2018 | 17:10

A França é a primeira finalista da Copa da Rússia. Após superar Argentina e Uruguai nas oitavas e quartas, a equipe de Didier Deschamps venceu a Bélgica nesta terça-feira (10) por 1 a 0 e carimbou a vaga para o duelo final de domingo (15), em Moscou. É a primeira vez que o país decide um Mundial após a era Zidane, líder do título de 1998 e do vice de 2006. A classificação – com um gol de Umtiti, aos 6’ do 2º tempo – premia uma geração que venceu o Mundial sub-20, em 2013, e lutava para mostrar sua eficiência no time principal. Além do zagueiro nascido em 1993, Pogba, Areola e Thauvin também estavam na conquista. O grupo promissor já havia mostrado seu valor em 2014, no Brasil, e criou enorme expectativa para a Eurocopa disputada em casa, em 2016. A derrota para Portugal por 1 a 0, no entanto, lançou questionamentos. A solidez na campanha da Rússia vem servindo para espantar possíveis críticas. Outros jovens destaques da campanha que levou a França à final são Varane e Mbappé. O primeiro não chegou a disputar o Mundial sub-20 de 2013, mas é contemporâneo da geração. O segundo, com apenas 19 anos, já divide com Griezmann e Pogba os holofotes da equipe.

ESTRANGEIROS
Autor do gol que garantiu a vaga na final, Umtiti representa ainda uma equipe formada por 19 jogadores com alguma ligação com outras nações. Na miscigenada França, apenas o goleiro Lloris, o zagueiro Pavard e os atacantes Giroud e Thauvin não têm nenhuma conexão com outros países. O zagueiro nascido em Camarões puxa a fila dos imigrantes. Além dele, Mandanda também não nasceu na França – é do Congo. Outros nasceram em territórios que pertencem ao país ou têm pais e avós em nasceram em outras nações.

O JOGO
No jogo de ontem em São Petersburgo, os belgas tocaram melhor a bola no início e tentavam sair mais para o ataque. Com liberdade de movimentação, Hazard criava problemas e, em duas vezes, poderia ter aberto o placar, mas errou o alvo. A Bélgica percebeu que havia um problema de marcação no setor direito da defesa francesa e tentou explorá-lo. Não havia cobertura para Pavard. Mas o lateral, quando foi à frente, quase fez o gol aos 39’. Saiu de frente de Courtois, que fez grande defesa. Quando percebeu que a Bélgica tinha domínio no meio-campo. Griezmann saiu da ponta direita e começou a jogar como meia. Deu uma opção na saída de jogo para sua equipe, já que Pogba, a principal fonte de criatividade francesa, era marcado de perto por Fellaini. Nenhum dos técnicos tentou surpreender o outro. Roberto Martínez não repetiu a fórmula que apanhou Tite desprevinido nas quartas de final. A França precisou de apenas uma jogada no 2º tempo para colocar a Bélgica em estado de desespero. Aos 6’, Umtiti se antecipou à zaga adversária na cobrança de escanteio e fez 1 a 0. Os belgas tentaram reagir, mas sentiram o peso da semifinal.

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