Jornal de Jundiaí | https://www.jj.com.br

Homenagem e inspiração na Chapecoense para o título de torneio interno

Felipe Torezim . ftorezim@jj.com.br | 27/12/2017 | 14:24

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Foi depois de um churrasco para planejar a temporada que o Everest AFC, time que disputa pela quinta vez o campeonato interno do Clube Jundiaiense, resolveu se espelhar e homenagear a Chapecoense, clube envolvido no acidente que vitimou 71 pessoas – entre jogadores, membros da comissão técnica, diretores e jornalistas. “A gente assistiu a um vídeo que mostrava a maneira que alguns times jogavam, como o Barcelona, a seleção brasileira, o Leicester e a Chapecoense. O espírito de amizade que o elenco da Chape tinha, somado à raça, vontade e união da equipe, nos atraiu bastante”, conta o zagueiro e coordenador Gustavo Rosa, de 21 anos.

No quinto ano de sua história, jogadores do Everest são campeões da Série Bronze de forma invicta (Foto: Rui Carlos)

No quinto ano de sua história, jogadores do Everest são campeões da Série Bronze de forma invicta (Foto: Rui Carlos)

A homenagem rendeu um ano espetacular ao Everest, segundo Gustavo. Campeão invicto da Série Bronze, superando mais de 10 equipes, o time passou por uma série de dificuldades antes de chegar ao ápice.

“Na semifinal ganhamos nos pênaltis. No tempo normal, saímos ganhando, tomamos a virada e faltando cinco minutos para acabar o jogo, um dos nossos jogadores entrou, empatou a partida e foi expulso”, lembra Gustavo. “Na final, também ganhamos de virada. Tinha bastante gente na arquibancada, o que reforçou o nosso espírito de equipe”, completa.

“A gente sente que tudo nos ajudou a ganhar. Tinha alguma força especial e acreditamos que jogar com o escudo da Chape na camisa foi especial”, garante o volante Gabriel Gáspari (20 anos).

Surgimento do time
Gustavo explica que tudo começou em 2011, quando ele e alguns amigos, ainda no colegial, pensaram em montar uma equipe para disputar o campeonato do Clube Jundiaiense, uma vez que todos tinham vontade de participar. “Começamos a chamar mais amigos, mas todos jovens, pois foi definido que essa seria a nossa filosofia”.

A partir daí foram feitos os uniforme e alguns produtos do time para começar a disputa. “No primeiro ano tivemos um empate e 11 derrotas. No segundo tivemos a primeira vitória. No terceiro chegamos às quartas de final. No quarto ano tivemos alguns problemas internos que minaram a nossa participação”, comenta Gustavo.

Foi apenas na quinta temporada que tudo mudou. “Tivemos uma reformulação, resgatamos a nossa ideia de trazer amigos e ter uma equipe jovem. A média de idade do grupo era de 20 anos”, diz o zagueiro Eduardo Grunthal, de 21 anos.

O nome do time também foi escolhido em uma reunião. A ideia veio do Monte Everest, que fica na Ásia. Segundo Gustavo, por ser um nome forte. As cores escolhidas foram azul, branco e dourado. “Foi para remeter às cores do gelo. O dourado foi para dar um destaque diferente”, comenta Gustavo.

Objetivos
Pela primeira vez na Série Prata, o discurso de não ser rebaixado é unânime. “Estamos começando agora e queremos nos manter, antes de brigar por acesso”, explica Eduardo.

“Acreditamos que o mais importante é mantermos a amizade e nos divertirmos. Esse é o objetivo número um”, garante. “Vamos trazer alguns reforços, sempre buscando o espírito jovem. Temos que jogar sem medo para nos manter e conseguir uma classificação ao ‘mata-mata’, seria interessante”, completa Gustavo.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]


Link original: https://www.jj.com.br/esportes/homenagem-e-inspiracao-na-chapecoense-para-o-titulo-de-torneio-interno/
Desenvolvido por CIJUN