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Jogadores desejam melhor organização no Campeonato Amador

Thiago Batista | 12/03/2020 | 05:05

O discurso dos jogadores que disputam o futebol amador em Jundiaí é quase unânime: a maioria deseja mudanças por uma melhor organização do Campeonato Amador, atualmente organizado pela Liga Jundiaiense de Futebol. A maioria concorda com o movimento que pede melhorias na competição, e até mesmo a saída do atual presidente da entidade, Serginho Aguiar.

“Acredito que chegou a hora do resgate do futebol amador e somente será possível se os clubes se unirem”, conta Felipe Augusto, lateral campeão no ano passado pela Ponte Preta da Agapeama.

O meio-campista Luquinha sente que neste momento não há mais rivalidade entre os times de regiões diferentes da cidade. “Antigamente ocorria disputa entre bairros, com atletas novos e experientes mesclados nos times. O campeonato tinha mais organização por parte da Liga, com menos WOs ou pedidos de licença, e era mais prazeroso jogar e assistir”, disse, ele que ano passado esteve inscrito no Vila Cristo.

Diego Fernandes desde 2004 disputa o Amador em Jundiaí e acredita que o movimento dos clubes é para colocar a casa em ordem.

“Nós desejamos que seja coisa transparente e clara. Por exemplo, se foi prometida uma premiação, ela tem que pagar. Também o cumprimento do regulamento do campeonato. Alguns jogadores somente disputaram as finais como Marcinho e Fábio Vidal e isso não é legal”, explica o atacante, que em 2019 atuou no Jamaica.

O fato dos times estarem cada vez usando atletas de cidades de fora do Aglomerado Urbano e ex-atletas profissionais incomoda uma parte dos atletas que participa com regularidade da competição. “Na minha opinião deveria ter limites de cinco jogadores que não são de Jundiaí. Assim os mais jovens teriam mais oportunidades e o campeonato seria mais equilibrado”, disse o zagueiro Baden, que ano passado estava no Estrela.

O goleiro Márcio Lima, que na última temporada atuou no Palmeiras do Medeiros, acredita que este movimento já deveria ter surgido antes. “Jundiaí tem um potencial que não pode ter um Amador muito mal organizado. Para mim a competição deveria ser feita pela Prefeitura, como ocorre em outras cidades, pois é quem oferece os centros esportivos e também a segurança”, citando exemplos de Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista.

O lateral Branquinho, que atuou no último ano pela Ponte Preta, lembra que muitos times preferem competições mais curtas no atual momento. “Com número grande de jogos acaba que muitos times gastam muito e agora estão à procura de disputar campeonatos mais curtos”, lembra.


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