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Jundiaienses estarão na corrida de rua mais tradicional do Brasil

Felipe Torezim . ftorezim@jj.com.br | 30/12/2017 | 11:54

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Idealizada pelo jornalista Cásper Líbero em 1924, a tradicional Corrida de São Silvestre chega a sua 93ª edição neste domingo (31), com largadas a partir das 8h20 e às 9h, entre atletas com deficiência, de elite ou outros pelotões. No percurso de 15 km, com chegada e saída da avenida Paulista, muitos jundiaienses vão marcar presença entre os cerca de 30 mil inscritos, segundo a organização. Entre eles, o atleta de corridas de fundo e meio-fundo do Time Jundiaí, André Alberi, de 37 anos.

Com conquistas de brasileiro, sul-americano e participação em um evento teste das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, além de estar envolvido em corridas de rua há dois anos, o atleta profissional vai para a sua primeira São Silvestre. “Espero fazer uma boa prova. É difícil prever resultados, até porque não conhecemos os estrangeiros que virão. O Quênia sempre vem com representantes fortes”, avalia Alberi, que já venceu provas de rua em São Paulo e todas as edições da Corrida Noturna 9 de Julho, em Jundiaí.

André conta que a estratégia que pretende adotar é a mesma que o faz ter êxito na maioria das provas. “A minha ideia é, até a avenida Brigadeiro (Luis Antônio) estar junto do grupo que briga pelo título, para depois disparar”, explica. Para a estratégia ser executada perfeitamente, André dedica várias horas do dia para treinar, chegando a correr entre 20 e 25 km por dia, sete vezes por semana, há três meses. “Viso muito a parte técnica correndo no Bolão. Também busco correr em dias de sol intenso, ou chuvas fortes. Além disso, faço fortalecimento muscular”.

Em nome do pai
O engenheiro civil Fábio Iwami, de 38 anos, tem um motivo especial para correr a São Silvestre pela terceira vez. “Essa edição fará exatamente 60 anos da última que meu pai correu. Ele faleceu quando eu tinha 21 anos e essa é a maneira que sinto que posso me aproximar mais dele”, argumenta Fábio. “Essa prova nos dias de hoje é como se fosse uma confraternização para quem faz corrida de rua. Pelo número de participantes, fica difícil fazer um bom tempo. Em 2015 fiz um dos meus melhores tempos, completando a prova em pouco mais de uma hora”, comenta.

Ele conta que começou a correr em 2007, época que fazia provas de 10km. A partir de 2009 arriscou-se em provas mais longas, somando 70 provas, sendo seis maratonas – provas de 42km, e prova de montanhas. “Sou amador, corro por uma qualidade de vida melhor, para ter disposição e saúde, mas minha rotina de treinos está dividida em quatro vezes por semana de corrida, dando uma média de 60km por semana. Também faço natação, bike e quando sobra tempo jogo vôlei de areia. Por conta do trabalho, chego a correr aos sábados, cinco horas da manhã”, conta Fábio.

Por diversão
Pronto para participar pela quarta vez da São Silvestre, o gerente de vendas Fábio Manzini, de 38 anos, costuma correr algumas maratonas, mas não para tentar vencer e sim pelo prazer de correr. Ele considera a São Silvestre a prova mais legal do ano, já que muita gente participa, está unido em prol da saúde e passa por lugares bonitos da cidade de São Paulo. “Tem uma energia muito legal e o principal é a diversão. É engraçado correr ao lado de pessoas fantasiadas de heróis, mesmo com muito calor”, comenta.

Fábio diz que a São Silvestre serve também de treinamento para as outras provas ao longo do ano, uma vez que ela tem 15km de distância. “Quem está acostumado a correr maratonas (42 km) faz a distância da São Silvestre todas as semanas. É bom para manter o ritmo e o preparo para o próximo ano”, explica.

O gerente relembra a sua primeira participação, que foi também a primeira prova oficial de sua vida, em 2014. Na época, morando em Londres, passava férias no Brasil e decidiu participar após um churrasco com os amigos. “Ia uma galera e era um sonho participar. Resolvi entrar na brincadeira e foi bom, pois ela me motivou a correr distâncias maiores”, afirma.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]


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