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Não há limite de idade para colecionar figurinhas

FELIPE TOREZIM - FTOREZIM@JJ.COM.BR | 24/03/2018 | 20:00

Ir à banca, comprar muitos pacotinhos com figurinhas, correr para casa para abrir, colar e, claro, completar o álbum antes que os amigos o façam. Esse é o comportamento de muitas pessoas, principalmente em ano Copa do Mundo. E isto independe da idade.

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É o caso do professor de educação física, André Rueda, de 28 anos. “Viciado” em colecionar os álbuns da Copa, ele conta que a paixão começou em 1994, influenciado pelo pai, Antônio Roque. “Guardo todos com carinho até hoje. Não consegui completar as edições de 1994 e 1998 e tentei por anos achar na internet as figurinhas que faltaram, mas no fim deixei para lá e me dediquei aos outros”, conta.

Já em 2002, com a ajuda da avó Leda, André completou o primeiro álbum. Em 2010, pela primeira vez, conseguiu bancar um sozinho, com o dinheiro do salário. “É mais especial, pois dá sensação de dever cumprido. Quem gosta de coleção e ama futebol se sente realizado e as lembranças das copas sempre ficam”, diz o professor.

Ele completa. “Depois que acaba fica um vazio e já desejamos a próxima copa logo, para colecionar o álbum e reviver o ambiente gostoso que essa competição traz”, completa. André diz não ter um ídolo atualmente, portanto, deseja logo completar toda a seleção brasileira. Apesar disso, nas últimas edições ele aguardava ansioso por uma figurinha em especial. “O Zidane foi o melhor que vi jogar e sempre que eu tirava ele era uma felicidade, uma sensação diferente”.

Mais novo, o estudante Ébio da Costa Filho, de 20 anos, iniciou a coleção em 2006 por influência dos amigos. “Acredito que o principal disso tudo é a interação. Fazemos amigos, revemos amizades antigas, comemoramos quando tiramos nosso ídolo e isso é muito divertido”, explica.

A ansiedade era tão grande que na sexta-feira (16), quando os pacotinhos chegaram às bancas, ele já comprou 40. Entre as principais figurinhas, estavam a do uruguaio Suárez, os franceses Mbappé e Pogba, além de Neymar e a taça. “Eles estavam no mesmo pacote. Pode ser um sinal para o hexa”, brinca.

Apesar de já ter conseguido grandes craques do futebol mundial, o grande ídolo, que o estudante sempre espera com ansiedade, ainda não veio. “Sempre demoro para conseguir o Cristiano Ronaldo”.


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